Campanha Eleitoral

Análise estatística de 2014 fundamenta eleições de 2018

23/11/2017 10h05

Análise estatística de 2014 fundamenta eleições de 2018

Por: Folha de Dourados
 
 
Shinsuke Ono e José Henrique Marques - Foto: Edio Fazan/O ProgressoShinsuke Ono e José Henrique Marques - Foto: Edio Fazan/O Progresso

Depois de analisar estatisticamente o resultado do pleito municipal do ano passado em Dourados, o engenheiro civil Shinsuke Ono prepara agora algo similar sobre às eleições de 2014 em Mato Grosso do Sul para ser uma ferramenta indispensável na estratégia e na execução do marketing eleitoral em 2018.

É um trabalho inédito no Estado, que organizará informações oficiais do TRE e TSE, de forma a apresentar uma visão clara e ampla da eleição de 2014, destacando pontos relevantes que certamente influenciarão no pleito eleitoral de 2018.

De acordo com o jornalista José Henrique Marques, parceiro do engenheiro no projeto, as informações ajudarão os candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente a identificar potenciais dobradinhas nas nove regiões do Estado delimitadas por Ono e "também identificar lideranças regionais não eleitas que se sobressaíram nas urnas em 2014, e que podem colaborar na próxima campanha, além dos bolsões eleitorais onde têm ou não ascendência destacada de líderes comunitários".

"É realmente uma ferramenta fundamental para o planejamento e execução do marketing político, porque revela onde e como destinar ações e mobilizações evitando assim perda de tempo e de recursos", frisa o jornalista que já participou e coordenou várias campanhas eleitorais.

Já Ono lembra que muitos especialistas em marketing político definem, no sentido figurativo, "eleição" com uma "guerra" onde a vitória é alcançada depois de várias "batalhas" como planejamento, organização, mobilização, enfim de todas as etapas de um processo eleitoral. "E para isso o trabalho estatístico é fundamental já que coleta, organiza, analisa e interpreta dados, a fim de determinar os padrões com que certos eventos ocorrem", explica.

O engenheiro afirma que é muito provável que os marqueteiros contemporâneos conheçam e se inspirem no filósofo e general chinês do século 4 a.C., Sun Tzu, famoso pela obra "A Arte da Guerra", onde mostrou, na prática, como vencer o inimigo. Ele dizia que primeiramente deve-se conhecer perfeitamente a terra (geografia, o terreno) e os homens (tanto a si mesmo quanto o inimigo).

"Aplicando esses ensinamentos nas batalhas de ‘campanha eleitoral’ interpretamos ‘conhecer a terra’, como ‘conhecer o local’, pela região através da votação na última eleição e o seu peso relativo ao resultado final alcançado", diz ele.

Ono recorre à célebre frase de Sun Tzu "Se não conhece nem o inimigo nem a si, perderá todas as lutas", para afirmar que "o maior pecado político é não alcançar os mesmos votos que teve ontem, no mesmo lugar".

Embora o trabalho não esteja ainda concluído, o Ono já aferiu que as eleições de 2014 demonstraram a apoio maciço dos eleitores aos candidatos majoritários de suas terras, como o derrotado ao Governo pelo PT, Delcídio do Amaral, no Pantanal, e a força de seu vice, Londres Machado (PR) na região de Fátima do Sul; a expressiva votação da senadora Simone Tebet (PMDB) na região do Bolsão, onde transferiu votos a Nelsinho Trad (PTB), candidato que apoiou ao Governo no 1º turno.

De acordo com Ono, o prestígio de Londres Machado foi além das cidades vizinhas de Dourados. "Ele avançou sobre o Vale do Ivinhema e o Cone Sul no 1º turno e, no 2º turno, resistiu a toda ofensiva da migração de votos de Trad, conseguindo uma situação de quase empate naquelas regiões".

No Bolsão, de Simone Tebet, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) acrescentou no segundo turno 20 mil votos em relação ao primeiro turno, herdando de Nelsinho e tirando de Delcídio.

Na análise das eleições de 2014, Ono realiza estudo geopolítico de MS, identifica a distribuição dos eleitores por região, a distribuição dos partidos, a migração dos votos entre os dois turnos, o saldo de votos por regiões nos dois turnos, enfim traça um panorama geral para subsidiar o pleito de 2018. Para isso, utiliza no trabalho as ferramentas da representação gráfica, diagrama, tabela ordenada e outros recursos estatísticos.

Após a conclusão do trabalho, o engenheiro analisará casos específicos para candidatos baseados em cenários encomendados.

 
 

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