Ministro da Educação

Decotelli é 2º negro a chefiar o MEC e o 1º no time ministerial de Bolsonaro

Ele assume após Abraham Weintraub deixar o cargo na semana passada para assumir um posto de diretor no Banco Mundial.

25/06/2020 16h00 - Por: Folha de Dourados

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Carlos Alberto Decotelli da Silva, o novo ministro da Educação, é a segunda pessoa negra a chefiar o MEC e a primeira no grupo de ministros do governo Bolsonaro. Ele assume após Abraham Weintraub deixar o cargo na semana passada para assumir um posto de diretor no Banco Mundial. Até então, Antonio Paulo Vogel de Medeiros atuava como ministro interino.

Decotelli será o terceiro ministro da Educação no governo Bolsonaro. Antes dele, Weintraub permaneceu no cargo por 14 meses e, Ricardo Vélez Rodríguez, por pouco mais de três meses.

Novo ministro terá 4 principais desafios: Fundeb, Enem, BNCC e educação na pandemia - Gestão de Weintraub foi alvo de polêmicas e críticas; veja lista - Oficial da Reserva da Marinha, Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual - do Rio de Janeiro (UERJ), mestre pela Fundação Getúlio Vargas, doutor pela Universidade de Rosário (Argentina) e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

Em fevereiro de 2019, Decotelli foi nomeado presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em agosto, o MEC anunciou a troca do comando do fundo, mas não informou o motivo. Depois, passou para a Secretaria de Modalidades Especializadas do Ministério da Educação

Em seu perfil na página do FNDE, Decotelli é descrito como alguém que "acompanhou de perto os desafios da educação".

O texto cita que ele é membro da equipe que criou um curso de pós-graduação em finanças na PUC-RS, da qual o ex-ministro Sergio Moro também fazia parte; e que criou os cursos MBA Finanças no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), com o ministro da Economia, Paulo Guedes

O perfil no FNDE cita que Decotelli deu aulas em na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e que atuou como professor de Gestão Financeira Corporativa em Wall Street, no New York Institute Of Finance.

De acordo com o colunista do G1 Valdo Cruz, a nomeação do professor, segundo assessores diretos do presidente Jair Bolsonaro, agrada a ala militar (veja o vídeo acima) porque não deve gerar polêmica como seus antecessores. A expectativa é que ele venha para adotar uma linha totalmente técnica no Ministério da Educação.

O novo ministro da Educação terá quatro principais desafios à frente da pasta:

  • aprovar o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos - - Profissionais da Educação (Fundeb)-
  • realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020
  • orientar e dar apoio às redes para o ano letivo na pandemia
  • implantar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

(G1)

 

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