Victor Teixeira

VICTOR TEIXEIRA

A maioria escolheu um novo caminho, mas não para por aí!

14/11/2018 07h03

A maioria escolheu um novo caminho, mas não para por aí!

Por: Folha de Dourados
 
 
Victor TeixeiraVictor Teixeira

Por Victor Teixeira, colaborador

O comando político do país durante os quatro anos que há pela frente terá um perfil ligado como nunca antes à ânsia de uma maioria de eleitores por competência e honestidade na coleta e emprego dos recursos em espécie obtidos de todos os brasileiros com destino em serviços que se mantêm úteis independentemente da acessibilidade para cada indivíduo dos recursos concretos e abstratos favoráveis ao alcance e sustento do potencial para via mercado obter as benfeitorias. Após sua primeira derrota eleitoral em 16 anos, o PT, contudo, segue numa confortável posição para reaver a crença popular na benignidade do mofado regime através do que Jair Bolsonaro não puder, nessa fase de transição e após pôr de vez a mão na faixa presidencial, resolver entre as abusivas atitudes dele mesmo e de seus partidários colaterais a inovadoras propostas de gestão a serem implementadas pelo movimento.

Tal como cabe aos alvos, vimos o quão a vontade da maioria de nós pôde abalar a fé de mantenedores da velha política na eternidade de seu poder cativante sobre a visão social de virtude em suas decisões. Propostas com um ângulo mais aberto às dimensões das ineficiências e malícias no uso dos recursos públicos na esfera federal atraíram para Jair Bolsonaro muita gente ávida por oportunidades de uma certeira resposta a crônicas injustiças que já uniram o povo, independentemente das inclinações partidárias de cada sujeito, nos protestos de 2013 e, há cerca de um semestre, na greve dos caminhoneiros.

Ganha prévia forma uma organização das atribuições do Planalto enfim apta para salvar o conglomerado institucional do dever de expressar onipotência que prejudica a eficiência com que cada tarefa é levada a cabo e viabiliza grandes escopos para operações fora do previsto no intrínseco manual ético do aparato. Os desembolsos para educação, esporte, cultura, aperfeiçoamento na infraestrutura urbana tanto pela dignidade dos habitantes das cidades em geral quanto pensando no bem dos turistas frequentadores de algumas e o ordenamento da coleta e uso das divisas arrecadadas do enorme contingente demandante dos serviços aguardam uma nova fase de postura em prática em que serão ponderados com a aglutinação de algumas áreas semelhantes ou mutuamente complementares em superministérios. De uma configuração institucional diferenciada do que vigora hoje é que o novo mandatário federal, a equipe por ele estabelecida e sua base de apoio eletiva na Câmara, composta pelo emergente PSL e as membresias de partidos com filosofia análoga que este conseguir co-optar, podem partir rumo ao cumprimento de propostas abrangendo o cerco a fraudes no Bolsa Família e concessão de 13° salário aos inscritos imunes ao crivo dessa ação; disponibilização de "médicos de Estado" para os rincões interioranos e manter em serviço os de Cuba de atestada competência; abordagem destrutiva das causas da corrupção com um basta nas indicações políticas para cargos federais, menos deputados na Câmara e fim da reeleição; melhoria nos atrativos para quaisquer investidores estrangeiros com intenção de disponibilizar empregos mais lucrativos e interessantes para nossa população; livrar do imposto de renda quem recebe até cinco salários mínimos e não subir outros tributos; entre outras. O concorrente Fernanfo Haddad também falava em contrair o raio de vulnerabilidade populacional ao leão, porém associando o anúncio a outros de fixação de universais valores mínimos de juros a serem cobrados pelos bancos e incentivos à indistrialização por meio de compras estatais, que manteriam os níveis de recursos em forma para o seguimento do domínio das vontades do Estado sobre as diferenças de interesses e necessidades entre cada contribuinte de quaisquer patamares socioeconômicos.

Outro superministério, responsável pela justiça e que também englobará a segurança pública e órgãos de combate à corrupção, terá na confirmada liderança de Sérgio Moro um fator expansivo para os avanços do poder judiciário em romper cadeias de abdução impune de benesses essenciais ao bem-estar e produtividade de todos os brasileiros. Deixar ainda antes da posse o comando da Lava Jato em Curitiba desvia Moro da rota de encontro com presumíveis mobilizações menos escrupulosas de quem quer manter no status quo essas subjetividades. Queixosos quanto aos prazos superiores ao básico previsto em lei que o juiz ministra a muitos réus de colarinho branco, todos eles valem o peso sob medida em relação a seus méritos da aparente cobiça pelo futuro ministro de mais sólidos critérios para o acolhimento de apelações dos infratores contra os veredictos.

No caminho para a liderança suprema de seu ramo profissional Moro já se empenha por garantias de um trabalho suficientemente efetivo sobre tudo e quem deste for objeto ao, apoiando-se num pacote anticorrupção cunhado pela Transparência Internacional e a Fundação Getúlio Vargas, rejeitar o alongamento de seus próprios poderes ministeriais por sobre a Controladoria-Geral da Uniinstão. A ideia de uma CGU sem o grande calço organizacional acima de quaisquer ministérios e outros tipos de instituições torna pouco conclusivas previsões realistas envolvendo a luta contra a corrupção, além do impreciso panorama que nos espera no campo de direitos trabalhistas devido à vinculação do ministério encarregado do assunto com outro ainda incógnito e nos campos agropecuário e ambiental em função do plano de unir à pasta incumbida de supervisionar essa atividade economica a uma responsável por necessidades a nossa existência a serem observadas não só pelos atores de tal segmento produtivo.

Este conjunto de imperfeições que o nascente sistema governante manifesta inevitavelmente por conta de sua não diferente integração por seres humanos é parte do que os membros e seus apoiadores cidadãos precisam afastar do alcance das maquinações do PT para retornar ao antigo posto máximo que alcançou. A concretização de chocantes propostas mantidas até o fim da campanha e uma eventual diferença tendenciosa entre o tratamento pela conjuntura jurídica posterior à posse de Bolsonaro das recentes e previsíseis violências de fundo ideológico executadas por simpatizantes do ex-militar e os atos de autoria vermelha colocará tudo a perder no esforço feito para enfraquecer a margem de insistência popular pelas velhas opções representativas com já sabidos inconvenientes.

A conquista do cargo eletivo mais alto a nível federal por aquele que já disse que índios não teriam nenhum centímetro de terra demarcado e recentemente prometia dar-lhes o direito a até vender seus espaços típicos há de impactar sua visão de até onde são positivas as motivações por que os descendentes dos brasileiros nativos a usufruir das contribuições não-índias para o prosseguimento da existência deles abrindo mão completamente do que resta de espaços herdados dos antepassados. Ademais, a possibilidade de se combater a violência obstacularizando a entrada transfronteiriça de armas, conseguidas de forma antipática à lei pelos malfeitores, e acabando com as interrupções durante feriados das sentenças penais estipuladas a autores de crimes graves, o futuro chefe de Estado terá sua idealização de um excludente de ilicitude (perdão jurídico para assassinatos feitos em legítima defesa) mais amplamente aplicado à polícia e a indivíduos comuns submetida a posturas opositoras de setores da justiça temerosos quanto a uma multiplicação da cifra de mortes violentas que pode ocupar uma possível lacuna deixada na capacidade preventiva das leis criminais se forem subutilizados os protocolos para evidenciar se uma vida foi tirada após praticar uma imediatamente anterior agressão ao autor ou estava iminentemente disposta a fazê-lo.

Perante os brasileiros combativos por uma eleição com garantia de cotidianos progressos ao ponto de apelarem para relatos de fraude na organização do pleito, o triunfo de Bolsonaro expôs o tamanho da transgressão dos limites protetores da credibilidade da luta. O morador de Belém, no Pará, que confrontou uma mesária no intuito de registrar com celular uma dificuldade para usar das prerrogativas democráticas na verdade resultante do erro dele em digitar o código de Bolsonaro na hora de escolher o governador materializou notoriamente o efeito do predomínio do desespero sobre a chance de uma apuração tão séria quanto à feita pela mídia profissional em informações veiculados em potenciais substratos para a mídia independente, as redes sociais. Na mesma metrópole nortista, uma jovem dependente química que reagiu a derrota de Haddad com a autoria de um incêndio em sua casa que se alastrou para imóveis vizinhos retratou a similar nuance radical dos temores reais ou só de matriz partidária sobre a ruptura com o establishment.

As duas frentes vinham se degladiando ainda na base de acusações falsas contra os adversários em complemento ao que comprovadamente há de turbulento na trajetória de cada um por causa de práticas deles mesmos ou de parceiros seus. Mesmo antes de se cumprir o que as pesquisas afirmavam, Bolsonaro foi retratado sancionando a retirada do título legal de padroeira nacional de Nossa Senhora Aparecida. A Haddad outros conteúdos atribuíram o estupro de uma menina de 11 anos, não reconhecido por nenhuma autoridade policial, e um trecho ausente num livo dele, com "10 mandamentos" afirmados como procedentes de Lênin, igualmente caluniado, para a implantação do comunismo a partir de subversões da ordem política e social. Tal como ocorreria se o o substituto de Lula fosse o campeão, o indiscutível próximo líder terá o êxito em assumir e cumprir por inteiro o mandato chancelado pelo TSE conforme suas iniciativas na repreensão das fake news.

De disposição para censurar os abusos na condução da campanha, incluindo os que o levaram ao pódio, Bolsonaro precisará como uma drenagem para as razões das quais pode a oposição se apossar contra sua pessoa e as prévias conquistas de todos que se mobilizaram pela passagem a limpo das condutas em administração pública. Outra parte dos agravos ao nascente aparato humano, material e intelectual de gestão pode ter a ver com sua performance na desabilitaçâo de demandas superdosadas às finanças públicas. A abramgência delas recebeu um fresco incremento do Senado, que, antes de consolidar sua esplêndida renovação, deixa ao dispor da sucedente equipe presidencial compromissos com indicações irreversiveis para certos órgãos e reajustes nos salários dos ministros do STF xom impacto sobre os pagamentos ao Judiciário em geral,

Malgrado o potencial de cometer excessos no uso do poder, estimado ha muito tempo por seu flutuante humor, em Bolsonaro a maioria do povo, valendo-se da democracia, da qial o proprio nome lhe dá protagonismo, depositou expectativas de atenção a clamores por reviravolta em um sistema governamental assemelhado a um jogo de azar pela dominância de seus líderes como receptores dos çucros em cuja gênese todos os brasileiros estão metidos. O sucessor de Temer, assim, fecha um pacto com o Brasil que seriamente lhe exige prudência e habilidades na condução dos deveres. Os adeptos da política comum já estão a postos para algum ato de retomada do poder a partir de manobras no funcionamento das instituições governantes e na cosmovisão popular provável de se desencadear embasado nos erros que pelo trajeto sem conserto ficarem!

 

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