16/05/2018 07h55

Marisvaldo nega conspirar contra Délia e repudia Temer

Por: Folha de Dourados
 
 
Marisvaldo começou a carreira pública presidindo o Sindicato Rural de Dourados - Foto: arquivo Marisvaldo começou a carreira pública presidindo o Sindicato Rural de Dourados - Foto: arquivo

Embora em nenhum momento a Folha de Dourados tenha afirmado que Marisvaldo Zeuli (PPS) participe do complô para derrubar a prefeita Délia Razuk (PR), o vice-prefeito ligou e depois endereçou ontem (15), no final da tarde, correspondência ao diretor do jornal, jornalista José Henrique Marques, onde diz torcer "pelo sucesso da atual gestão, porque torcer contra seria trair os votos que nossa chapa recebeu legitimamente nas urnas, elegendo prefeita e vice".

Além de negar participação na suposta conspiração, Marisvaldo diz também entender que "a prefeita reúne todas as condições de fazer um grande governo" e que se afastou de Délia "por falta de espaço no atual governo".

Ontem, a Folha publicou matéria conjeturando aquilo que é falado desde o ano passado não só nos bastidores da política e da imprensa sul-mato-grossense, mas em confrarias e botequins de Dourados e de Campo Grande: Délia Razuk seria vítima de uma conspiração para afasta-la da Prefeitura, numa articulação de adversários políticos dos setores público e privado.

Desde que assumiu a Prefeitura de Dourados Délia Razuk vem sendo "bombardeada" por uma enxurrada de denúncias improcedentes no Ministério Público Estadual [pasmem, mais de 3 mil] e, assim, dando munição a setores da imprensa num esquema orquestrado (sic) para jogar a população contra ela e desestabiliza-la politicamente.

É evidente que se a trama prosperar quem assume a Prefeitura é Marisvaldo Zeuli, ao menos que também seja afastado num filme similar ao que Dourados já assistiu na Operação Uragano, onde nem o presidente da Câmara da ocasião pode assumir o poder. Foi Délia quem acabou assumindo interinamente pela probidade de seu mandato enquanto vereadora.

No texto sob medida endereçado à Folha, provavelmente escrito por um jornalista ou advogado, Marisvaldo só ergue o tom para se esquivar do atual presidente da República, do MDB: "Não aceito comparações com Michel Temer e nem poderia aceitar, já que toda minha vida foi pautada na lealdade, na seriedade e na probidade.

A matéria publicada ontem:

Com Marisvaldo, a Prefeitura teria 5 secretarias e demitiria 1200

Nos bastidores da política sul-mato-grossense são cada vez mais intensos os burburinhos de que a prefeita Délia Razuk (PR) seria alvo de um complô para derruba-la do cargo, numa articulação que envolveria próceres públicos e da iniciativa privada. O assunto é debatido abertamente em confrarias e nos botequins da cidade.

Em 1 ano e meio de administração, Délia Razuk já foi alvo de mais de 3 mil denúncias anônimas na ouvidoria do Ministério Público Estadual, que, para não prevaricar, é obrigado a tomar providências como requerer informações ou delegar diligências.

É dado como certo que as acusações [na quase totalidade improcedentes] são formuladas e postadas no site do MPE a mando de adversários políticos para desestabilizar Délia Razuk. O objetivo é não deixa-la governar, ou seja, se não bastassem os problemas recorrentes à administração, a prefeita se vê obrigada a ficar na defensiva.

A enxurrada de queixas de autoria desconhecida tem causado transtorno na Prefeitura onde muitos funcionários passam o tempo todo respondendo ao MPE.

Nesse ínterim, se é ou não verdade a trama covarde, o vice-prefeito Marisvaldo Zeuli (PPS) não esconde de ninguém que se assumir a Prefeitura com a suposta deposição de Délia Razuk demitirá 1200 funcionários e reduzirá para apenas cinco as secretarias municipais - discurso muito parecido com o de Michel Temer.

A correspondência de Marisvaldo:

Caro José Henrique Marques

Não sei de onde você tirou as ilações que ilustraram a matéria onde fui citado no seu jornal virtual hoje, 15 de maio. Não concedi entrevista ao seu veículo e, tampouco, estive em padaria falando o que você reproduziu. Fui eleito vice-prefeito na chapa que disputou as eleições municipais e, por falta de espaço no atual governo, decidi me afastar. Torço pelo sucesso da atual gestão, porque torcer contra seria trair os votos que nossa chapa recebeu legitimamente nas urnas, elegendo prefeita e vice. Não estou e nunca estive preocupado em assumir o lugar de ninguém no Executivo Municipal, pois entendo que a prefeita reúne todas as condições de fazer um grande governo. Por fim, não aceito comparações com Michel Temer e nem poderia aceitar, já que toda minha vida foi pautada na lealdade, na seriedade e na probidade.

 

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