08/12/2018 14h46

Operação Cifra Negra - Empresas subornavam 100 vereadores de 30 Câmaras

Por: Folha de Dourados
 
 
Promotor Ricardo Rotunno, da 16ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Dourados Promotor Ricardo Rotunno, da 16ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Dourados

Relatório do Ministério Público Estadual (MPE) que fundamentou o processo número 0810971-68.2018.8.12.0002 (sob segredo de Justiça), no qual o juiz Luiz Alberto de Moura Filho, da 1ª Vara Criminal de Dourados, determinou a prisão, na quarta-feira (04), de 10 pessoas acusadas de fraudar licitações na Câmara Municipal de Dourados, revela que o esquema montado a partir de empresas de tecnologia de informação de Campo Grande pagava propina para cerca de 100 vereadores de 30 Câmaras Municipais de Mato Grosso do Sul e de outros Estados.

Quem teve acesso ao processo em segredo de Justiça foi a reportagem do jornal Diário MS publicada na manhã deste sábado (08), na qual relata que as investigações começaram "quando a então vereadora Virginia Magrini procurou o Ministério Público Estadual, ainda em 2014, para denunciar as fraudes em licitações na Câmara Municipal de Dourados e detalhar como funcionava o esquema de distribuição de propina envolvendo vereadores e as empresas Quality Sistemas, KMD Assessoria Contábil e Planejamento a Municípios e Vasum".

Foram presos na Operação Cifra Negra os vereadores Pedro Pepa, Cirilo Ramão e Idenor Machado, o ex-vereador Dirceu Longhi (PT), os ex-servidores da Câmara Municipal de Dourados, Amilton Salina e Alexandro Oliveira de Souza, além dos empresários Denis da Maia, Karina Alves de Almeida, Franciele Aparecida Vasun e Jailson Coutinho.

De acordo com o Diário MS, "os empresários presos são donos das empresas Quality Sistemas, KMD Assessoria Contábil e Planejamento a Municípios e Vasum, todas envolvidas com as fraudes nas licitações do setor de Tecnologia da Informação (TI) na Câmara de Dourados".

"O delegado Francis Flávio Tadano Araújo Freire, do 2º Distrito Policial, que atuou em conjunto com o promotor Ricardo Rotunno, da 16ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Dourados, também pediu a prisão de Edna Lúcia Pereira Salina, esposa de Amilton, mas o juiz negou. No entanto, os pedidos de quebras de sigilo bancário e fiscal de todos os envolvidos, pessoas físicas e jurídicas, foram acatados pelo juiz Luiz Alberto de Moura Filho", revela a reportagem do jornal douradense.

 

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