Desde 1968 - Ano 56

32.7 C
Dourados

Desde 1968 - Ano 58

InícioPolíticaRiedel grato a Lula, Marçal iluminado, 'Gordinho' na mira, Rei 'justiçado', CPI...

Riedel grato a Lula, Marçal iluminado, ‘Gordinho’ na mira, Rei ‘justiçado’, CPI rejeitada

Juca Vinhedo

A FRASE

“Quando vi meu nome nessa tal lista de indiciados por parte do senador relator desse caso, eu disse: ‘É curioso, ele se esqueceu dos seus colegas milicianos. Decidiu envolver o STF por ter concedido um habeas corpus”.

(Gilmar Mendes, ministro do STF, sobre o relatório rejeitado da CPI do Crime Organizado, no qual se pedia o indiciamento dele, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador geral da Republica, Paulo Gonet.)

————————-

Na palma da mão

Por determinação do prefeito Marçal Filho, a Prefeitura de Dourados colocou em operação o aplicativo Ilumina Dourados, ferramenta que permite ao cidadão solicitar serviços de manutenção da iluminação pública, como troca de lâmpadas, de forma simples e rápida. A iniciativa busca dar mais agilidade às demandas do dia a dia e aproximar o poder público da população, usando a tecnologia como aliada na prestação de serviços. O atendimento também segue sendo realizado por telefone. Atualmente, o serviço de Disk Lâmpada funciona pelo número 0800 999 2040. A partir da próxima semana, o contato será atualizado para o número 0800 642 4343.

Tramitação adiada

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados adiou a votação da PEC que trata da jornada de trabalho no modelo 6×1, apesar do parecer favorável do relator Paulo Azi. O adiamento ocorreu após pedido de vista apresentado por parlamentares da oposição, o que suspende a análise da proposta por até duas sessões.

Interferência do Executivo

O envio de um projeto de lei pelo governo do Luiz Inácio Lula da Silva, tratando do mesmo tema, influenciou o andamento da proposta no Congresso. Parlamentares da oposição argumentam que a iniciativa do Executivo pode esvaziar a discussão da PEC, ao propor alternativa legislativa paralela.

Próximas etapas

Com a admissibilidade reconhecida na CCJ, a proposta seguirá para análise de mérito em comissão específica. O relator indicou a necessidade de discussão sobre a forma de implementação da nova jornada, incluindo possíveis regras de transição. O tema ainda deve passar por amplo debate antes de eventual votação em plenário.

Fora da realidade

O relatório final da CPI do Crime Organizado revelou mais voluntarismo do que técnica. Ao mirar autoridades como ministros do STF e o procurador-geral da República, o senador Alessandro Vieira ignorou limites básicos do funcionamento institucional. CPI não é tribunal, nem substitui o rito próprio de responsabilização. No fim, faltou pé no chão — e sobrou exposição desnecessária.

Roteiro previsível

A rejeição do relatório no Senado foi consequência direta de um texto que nasceu sem lastro político e jurídico. Ao incluir alvos fora da alçada da comissão, o documento perdeu força antes mesmo de chegar ao plenário. Pior: criou uma situação insólita ao envolver o próprio chefe da acusação, caso fosse adiante: o procurador Geral da República Paulo Gonet.

Quem fala o que quer

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de autorizar investigação contra Flávio Bolsonaro reforça o protagonismo do Judiciário em embates políticos. O caso envolve suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de publicação em rede social. A medida atende a pedido da Polícia Federal, com aval da PGR, que apontou indícios de crime contra a honra.

Campo minado

A investigação escancara o risco crescente do uso político das redes sociais. Ao atribuir crimes graves sem prova, a postagem acabou levando o caso para o campo judicial. Para a Procuradoria, houve imputação pública e vexatória de delitos ao chefe do Executivo, o que justificou a abertura do inquérito. O episódio mostra que o discurso digital, hoje, cobra seu preço.

Liberdade x libertinagem

Do outro lado, a reação veio no tom esperado: o senador fala em censura e nega ter cometido crime. Alega que não houve acusação direta e vê tentativa de silenciar a oposição. O roteiro é conhecido: Justiça de um lado, discurso político do outro. No meio, uma disputa que tende a se arrastar e alimentar ainda mais a polarização.

Empate técnico

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest mostra um cenário de equilíbrio no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Com 42% a 40%, os dois aparecem numericamente empatados dentro da margem de erro. O dado reforça um quadro de polarização consolidada, em que qualquer movimento mínimo pode virar o jogo.

Liderança mantida

No primeiro turno, Lula segue à frente com 37%, enquanto Flávio marca 32%. A vantagem, embora consistente, ainda não garante definição antecipada. O cenário indica que a disputa tende a caminhar para um segundo turno competitivo, sem espaço para acomodação.

Fragmentação

Os demais nomes testados aparecem bem atrás, com percentuais tímidos. Ronaldo Caiado lidera esse bloco com 6%, seguido por Romeu Zema e outros nomes com desempenho residual. A pulverização reforça a dificuldade de construção de uma terceira via viável.

Jogo aberto

Apesar dos números, o eleitorado ainda não está completamente fechado: 43% admitem que podem mudar o voto. Esse dado mantém o cenário em aberto e indica que a campanha, quando começar de fato, terá peso decisivo. Até lá, tudo segue em disputa — e sem favorito absoluto.

Nem aí

A decisão de Eduardo Bolsonaro de não comparecer ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal pode sair caro. A ausência não apenas irritou o relator, como também abre caminho para o avanço do processo sem sua versão formal dos fatos. Em casos assim, o silêncio costuma falar alto, e nem sempre a favor.

Rito segue

Mesmo sem o depoimento, o processo não para. Sob condução do ministro Alexandre de Moraes, o caso entra agora em fase decisiva, com possibilidade de alegações finais em curto prazo. A estratégia de não comparecer pode acelerar o desfecho, e reduzir margem de manobra da defesa.

Pressão internacional

A acusação da Procuradoria-Geral da República aponta tentativa de influência externa, com uso de conexões internacionais para pressionar instituições brasileiras. Se confirmada, a tese agrava o quadro jurídico e político. O episódio reforça o clima de tensão entre Judiciário e alas da oposição, com reflexos que ainda devem render.

Política de resultados

O aval de Luiz Inácio Lula da Silva ao financiamento bilionário para Mato Grosso do Sul escancara uma postura mais pragmática do que ideológica. Mesmo diante de diferenças políticas com Eduardo Riedel, o Planalto optou por liberar recursos para um projeto considerado estruturante. No discurso, Lula reforçou o tom republicano. Na prática, fez política de resultado.

Articulação

A agenda em Brasília reuniu forças de diferentes partidos em torno do projeto. Estiveram presentes os deputados federais Camila Jara, Vander Loubet, Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira, reforçando o peso da bancada na liberação dos recursos.

Infraestrutura em foco

O programa Rodar MS entra no radar como uma das principais apostas do governo estadual. Com R$ 1,2 bilhão em financiamento via Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, a meta é recuperar 730 quilômetros de rodovias. O modelo, com manutenção obrigatória por até 10 anos, sinaliza uma tentativa de dar mais durabilidade aos investimentos.

Riedel reconhece

O governador Eduardo Riedel fez questão de reconhecer o apoio do Planalto e destacou o peso do investimento conjunto. Além do financiamento, há contrapartida expressiva do Estado e um modelo inovador de execução. A aposta no sistema Crema, com manutenção garantida por até 10 anos, indica preocupação não só em fazer obra, mas em preservar.

Para rodar bem

Como parte do programa “Rodar MS”, serão beneficiadas as rodovias As rodovias contempladas pelos investimentos são: MS-141, MS-145, MS-290, MS-475, MS-488, MS-134, MS-141, MS-145, MS-274, MS-276, MS-395, MS-473, MS-475, MS- 476 e MS-480. Serão 590 km em obras e manutenção das rodovias nas regionais de Naviraí e Nova Andradina.

Sem porteira

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores ingressou na Justiça Eleitoral com representação contra o deputado federal Rodolfo Nogueira por suposta propaganda eleitoral antecipada. A ação aponta uso recorrente de redes sociais e eventos públicos com conteúdo de viés eleitoral, incluindo críticas contundentes a adversários e associação a lideranças nacionais. O partido pede retirada das publicações e aplicação de multa, alegando violação à legislação que regula o período de campanha.

Linha tênue

A nova representação contra Rodolfo Nogueira reacende o debate sobre os limites entre atuação parlamentar e campanha antecipada. Ao usar redes sociais com tom eleitoral fora do período permitido, o deputado entra numa zona cinzenta que a Justiça Eleitoral costuma observar com lupa: abusar da liberdade de expressão para uso em propaganda negativa contra adversários políticos e, ao mesmo tempo, auferir votos para sua candidatura à reeleição.

Estratégia arriscada

A associação frequente a lideranças nacionais e o uso de eventos públicos – como ocorreu na Expogrande 2026 – para palanque político – indicam uma estratégia clara de antecipação de campanha. O problema é que, fora do tempo legal, esse movimento deixa de ser apenas político e passa a ser passível de sanção.

Histórico recente

As decisões que determinaram a retirada de outdoors em Dourados e Itaporã que haviam sido veiculados pelo deputado “Gordinho” reforçam um padrão de embates com a Justiça Eleitoral. Quando episódios se repetem, deixam de ser pontuais e passam a compor um histórico, algo que pode pesar não só juridicamente, mas também no campo político.

Ruído interno

A tentativa de lideranças do Partido Liberal de afastar Jair Bolsonaro das articulações em Mato Grosso do Sul expõe um desconforto interno. O acordo para definição de candidaturas ao Senado vinha sendo conduzido sob outro critério, mas a entrada do ex-presidente no jogo embaralhou o cenário. Nos bastidores, a preocupação é evitar novo desgaste, e mais divisão dentro da própria base.

Fantasma dos suplentes

O histórico recente ainda pesa nas decisões atuais. Indicações anteriores feitas por Bolsonaro para suplências geraram conflitos e desgaste entre titulares e substitutos, criando relações marcadas por falta de sintonia.

O peso das palavras

O ex-vereador Tiago Vargas iniciou o cumprimento de pena em regime domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, após condenação por ofensas ao ex-governador Reinaldo Azambuja. A decisão prevê um ano e três meses de prisão, além de multa de R$ 80 mil. Caso descumpra as condições impostas, poderá ter o regime agravado.

Imunidade tem limite

Ao manter a condenação, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reforçou que a imunidade parlamentar não é absoluta. Segundo os desembargadores, houve abuso ao atribuir crime sem provas em rede social, com ampla repercussão pública. O entendimento consolida um recado claro: liberdade de expressão não autoriza ataques à honra sem fundamento.

Avanço concreto

A atuação do vereador Franklin Schmalz resultou em mudança importante no transporte universitário indígena em Dourados. Após denúncias e intervenção junto ao Ministério Público Federal, os ônibus passaram a entrar na Reserva, corrigindo uma distorção que expunha estudantes a riscos diários. A medida garantiu mais segurança e dignidade no acesso à universidade.

Novo gargalo

Se por um lado houve avanço, por outro surgiu um problema imediato: a superlotação. Com a ampliação do acesso, a estrutura atual do transporte não comporta a demanda, gerando desconforto e dificuldade de embarque nos horários de pico. O desafio agora é ajustar o serviço à realidade — sob risco de trocar um problema grave por outro igualmente preocupante.

Reajuste aprovado

A Câmara Municipal de Dourados aprovou, em duas sessões realizadas na segunda-feira, o reajuste linear de 4,5% para os servidores públicos municipais. A proposta, encaminhada pelo prefeito Marçal Filho, segue a data-base de abril e tem como objetivo recompor perdas inflacionárias. O projeto agora aguarda sanção do Executivo.

Exceções previstas

O reajuste não alcança todas as categorias. Profissionais do magistério já haviam sido contemplados com índice superior, enquanto agentes comunitários de saúde e de combate às endemias tiveram atualização vinculada ao salário mínimo. A medida mantém a lógica legal, mas reforça a diferença de tratamento entre carreiras dentro do funcionalismo.

Antes tarde

A Câmara de Dourados oficializou a criação da Comissão Permanente dos Direitos da Mulher, formada pelas vereadoras Karla Gomes (presidente), Isa Marcondes (vice) e Ana Paula (membro). A medida é importante, mas chega com atraso diante da gravidade do cenário nacional, marcado por altos índices de violência e feminicídios. A iniciativa tem o objetivo de dar respostas mais firmes e permanentes a um problema que só cresce.

Participação ativa

Disponível gratuitamente para Android e iOS, o aplicativo aposta na participação direta do cidadão para melhorar a eficiência do sistema. Ao registrar ocorrências em tempo real, o morador passa a ter papel mais ativo na solução de problemas urbanos — um caminho cada vez mais necessário para cidades que querem funcionar melhor e com mais segurança.

- Publicidade -

MAIS LIDAS