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Dourados: Empresa que assumirá UPA e HV rebate críticas e promete atendimento mais humanizado

Juliel Batista –

Representantes da empresa Equipe Group, de Londrina, que assumirá a gestão médica do Hospital da Vida e da UPA de Dourados a partir do dia 5 de maio, concedeu entrevista na tarde desta quarta-feira (15), na sede da Folha de Dourados, para esclarecer pontos da polêmica envolvendo a recente relicitação dos serviços. Representada pelo diretor Mateus dos Reis Siqueroli e pelo diretor financeiro David Bueno, a empresa respondeu às críticas levantadas por profissionais de saúde, que chegaram a realizar um protesto silencioso com faixas espalhadas pela cidade.

Durante a entrevista, os representantes afirmaram que não participaram das decisões que motivaram a abertura de um novo processo licitatório, mas destacaram que o atual edital possui exigências técnicas superiores ao anterior. Segundo eles, há maior rigor na qualificação dos profissionais, incluindo certificações específicas em urgência e emergência, além da presença de um médico supervisor com especialização na área, o que, na avaliação da empresa, fortalece o acompanhamento dos serviços.

A Group também rebateu críticas sobre a saída de médicos experientes. De acordo com os diretores, todos os profissionais que já atuavam nas unidades foram convidados a permanecer, mas recusaram a proposta, principalmente por questões relacionadas aos valores pagos. A empresa nega redução de 40% nos salários e afirma que os valores seguem a realidade atual do mercado, que, segundo eles, sofreu queda nos últimos anos.

A empresa nega redução de 40% nos salários e afirma que os valores seguem a realidade atual do mercado, que, segundo eles, sofreu queda nos últimos anos

Outro ponto abordado foi a preocupação com a qualidade do atendimento. Os representantes afirmaram que pretendem investir na humanização do serviço e em melhores condições de trabalho para os médicos, incluindo suporte tecnológico e melhorias estruturais, mesmo que não previstas em contrato. A expectativa, segundo eles, é que essas ações impactem diretamente no atendimento à população.

Apesar das críticas quanto à possível falta de experiência de novos profissionais, a empresa garantiu que a escala está completamente preenchida e que os médicos contratados possuem experiência em urgência e emergência. A Group também informou que ainda não teve acesso completo à realidade interna das unidades, o que deve ocorrer após o início das atividades, quando pretendem implementar ajustes e melhorias com base no diagnóstico prático.

empresa garantiu que a escala está completamente preenchida e que os médicos contratados possuem experiência em urgência e emergência

Por fim, os diretores destacaram que veem o contrato em Dourados como um desafio estratégico, tanto pela dimensão do município quanto pela possibilidade de ampliar a atuação da empresa no setor público de saúde, reforçando que a meta é garantir continuidade no atendimento e aprimorar a qualidade dos serviços prestados.

Folha de Dourados – O que vocês têm de diferente da empresa anterior e qual a visão sobre a relicitação?

(Mateus/David): Na verdade, assim, com relação ao processo licitatório, a gente não tem como falar o que motivou o município a realizar esse certame, o que a gente verifica, do edital anterior para esse, são algumas diferenças que a gente entende ser importantes. Esse edital tem exigências técnicas superiores. Ele exige certificações como ACLS, ATLS ou PALS, além de um supervisor médico com especialidade em emergência.

Na verdade, assim, com relação ao processo licitatório, a gente não tem como falar o que motivou o município a realizar esse certame

Os médicos alegam perda salarial significativa. Como a empresa responde?

Essa é uma inverdade. A realidade da medicina hoje é diferente de 2, 3 anos atrás, os valores de referência são menores. Hoje um plantão começa em R$ 120, R$ 130 a hora. A empresa praticamente empata entre custo e receita. Não estamos tendo margem expressiva.

A empresa praticamente empata entre custo e receita. Não estamos tendo margem expressiva.

Houve demissão dos médicos antigos?

A gente não tem como demitir quem a gente não contratou. Nós procuramos todos os médicos que estavam na escala e ofertamos continuidade, mas houve recusa unânime, principalmente pelo valor.

A gente não tem como demitir quem a gente não contratou.

Como será garantida a qualidade do atendimento?

Tudo que a gente puder fazer para melhorar o atendimento, a gente vai fazer, queremos trazer mais humanização. Se o médico tiver melhores condições, isso reflete diretamente no paciente.

Se o médico tiver melhores condições, isso reflete diretamente no paciente.

Há risco de falta de experiência entre os novos profissionais?

Não necessariamente. Temos médicos com 4, 5, 6 anos de experiência em urgência e emergência. Quem afirma que são inexperientes não conhece a escala.

Quem afirma que são inexperientes não conhece a escala.

A empresa já conhece a realidade da saúde em Dourados?

A realidade completa a gente ainda não conhece. Vamos começar a entender a partir do dia 5. Nenhum município fornece um balanço completo antes da operação.

A realidade completa a gente ainda não conhece. Vamos começar a entender a partir do dia 5.

Por que assumir um contrato desse porte?

Dourados é um município importante, isso nos dá capacidade técnica e atestados para contratos maiores. Além disso, temos um carinho pela cidade.

Quais melhorias estão previstas?

Estamos trazendo tecnologia, como suporte online 24h com especialistas, além de treinamentos e acompanhamento constante dos profissionais.

A escala já está definida?

Sim, está 100% fechada e já foi entregue à Funsaud.

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