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Filha relata que mãe passou mal, mas não descarta feminicídio em Campo Grande

Redação –

Adolescente de 16 anos, filha de Lucineia da Silva Terres, de 39 anos, conta que a mãe passou mal pela manhã, mas não descarta a possibilidade de feminicídio após a vítima ser encontrada morta no final da tarde desta sexta-feira (12), em uma residência localizada na Rua Antônio Luis Pereira, no bairro Los Angeles, em Campo Grande.

Em entrevista ao TopMídiaNews, a filha lembrou que a mãe reclamou de dores no peito enquanto lhe dava carona para um curso. A jovem chegou a oferecer para ficar com a mãe em casa e cuidá-la, mas a vítima recusou a sugestão e seguiu com a rotina normalmente.

Sobre Jorge Pregentino dos Santos, apontado como namorado da mãe, a adolescente informou que os dois conversam há mais de um ano, mas não teriam nenhum envolvimento amoroso. Apesar disso, a filha não descarta crime na morte, uma vez que não conhece o suspeito o suficiente.

A dinâmica da ocorrência

O Corpo de Bombeiros foi acionado inicialmente por volta das 17h15, com relatos de que Lucineia apresentava palidez e boca roxa. Em uma segunda ligação, o socorro foi chamado para atender a uma ocorrência de PCR (Parada Cardiorrespiratória).

A equipe chegou ao local e deparou-se com a mulher caída no chão do quarto, já sem vida, apresentando cianose facial (cor azulada) e corpo frio. O médico da guarnição atestou o óbito às 17h45, mas se recusou a atestar causa natural para a morte, apontando a necessidade de análise pericial.

Enquanto a área era preservada, a Polícia Militar conversou com Jorge Pregentino dos Santos, responsável por acionar o socorro. Ele se apresentou num primeiro momento apenas como um amigo que estava de visita. Os policiais, no entanto, descobriram logo na sequência que Jorge é o provável cônjuge de Lucineia.

Diante das fortes contradições dadas pelo suspeito e da recusa médica em atestar morte natural, o local foi totalmente isolado com apoio de equipes da Força Tática. O companheiro da vítima foi colocado sob escolta na própria residência.

O caso foi comunicado à Polícia Civil e a delegada responsável, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), acionou a perícia técnica para examinar a cena.

O caso segue sendo apurado pelas autoridades.

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