Frederico Oliveira

O médico e membro do Comitê de Combate ao Coronavírus de Dourados, Frederico Oliveira, disse à Folha de Dourados que não houve falha de gestão ou que o município “perdeu o prazo para habilitar os dez leitos de UTI que deveriam ter sido ativados no Hospital da Vida (HV)”, como declarou sábado (26) à imprensa o deputado estadual e candidato a prefeito de Dourados, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, do DEM, que se manifestou “mais uma vez, profundamente preocupado”.

O que aconteceu, segundo o médico, é que o Ministério da Saúde utiliza parâmetro, aparentemente único, sobre a taxa de ocupação de origem nos hospitais.

“Tendo em vista a estrutura e a vocação do HV (urgência e emergência), a taxa de ocupação [UTI para covid-19] sempre foi baixa lá, e com isso, apesar de nossas solicitações de prorrogação de habilitação, o Ministério da Saúde desabilitou esses leitos”, explicou o médico descartando “negligência” do município.

Quanto a taxa de ocupação de “100% dos leitos de UTI (Unidades de Tratamento Intensivo) na rede hospitalar com os casos de coronavírus”, como declarou Barbosinha, trata-se de meia-verdade.

“Essa taxa de 100% foi momentânea, aconteceu por volta das 14 horas [de sexta-feira]”, diz Frederico Oliveira, explicando que a central de regulação e os hospitais fizeram remanejamento de pacientes, inclusive, dando alta de UTIs para leitos de enfermaria e retorno aos municípios de origem”.

Assim, prontamente, de acordo com o médico, houve desocupação de leitos.  “Portanto, foi um pico momentâneo e sanado logo em seguida que ocorreu”, disse ele, informando que a taxa de ocupação de sábado foi de 78,7%. (José Henrique Marques)

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