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Simone, Michelle, Sérgio ‘Luz’, Claro, Lula, Marçal, Riedel, a ‘carta’ e Barbosinha

Juca Vinhedo –

A FALA

“No que respeita à fuga, a exemplo do que ocorre com o irmão Eduardo, ninguém sabe com que recursos Flávio viverá fora do país. Eduardo já está condenado; Flávio foge de duas investigações: uma sobre lavagem de dinheiro, que alcança tanto ele quanto o advogado Willer Tomaz por meio de empresas de apostas e plataformas de pagamento, e outra sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, com os milhões doados por Daniel Vorcaro.

(Jornalista Reinaldo Azevedo, em artigo no site “Metrópoles”).

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Prazo ampliado

A Prefeitura de Dourados prorrogou até 30 de novembro o Desenrola Tributos, programa de regularização de débitos municipais. Permanecem o desconto de 100% sobre juros e multas e a possibilidade de pagamento em até 12 vezes no cartão de crédito. O benefício alcança dívidas abrangidas pelo programa vencidas até maio de 2026.

Débitos contemplados

O Desenrola Tributos abrange IPTU, taxa de coleta de resíduos, ISSQN — exceto valores retidos na fonte — e determinadas taxas de fiscalização municipal, foi criado por determinação do prefeito Marçal Filho. Segundo a Prefeitura, também podem ser regularizadas dívidas já inscritas em dívida ativa ou em cobrança judicial. O contribuinte pode quitar todos os débitos contemplados ou escolher pendências específicas.

Atendimento facilitado

As guias do Desenrola Tributos podem ser solicitadas pela assistente virtual Doura, pelo portal da Central de Atendimento ao Cidadão ou pelo WhatsApp (67) 99895-0137. Também há atendimento presencial na CAC. Conforme balanço divulgado pela Prefeitura, o programa já contabilizava 19.283 guias pagas no fim de outubro.

Cobrança necessária

O vereador Sérgio Nogueira (PP) levou à sede da Energisa, em Campo Grande, a cobrança por soluções para as constantes quedas de energia em Dourados. Acompanhado de Moacir Roza, presidente da Associação de Moradores do Parque Alvorada, pediu providências à concessionária. A iniciativa merece reconhecimento por dar encaminhamento a uma demanda que afeta diretamente a rotina da população.

Voz às comunidades

Ao reunir reclamações de moradores, instituições de ensino e comunidade religiosa, Sérgio Nogueira exerce um papel importante de representação. Segundo a Câmara, Unigran, Unifron, Escola Municipal Aurora Pedroso de Camargo e Mosteiro Santa Maria dos Anjos relataram transtornos. O mérito da atuação está em levar essas demandas à concessionária e cobrar respostas para problemas concretos.

Acompanhamento prometido

A Energisa informou que realizará um estudo sobre as interrupções, e Sérgio Nogueira assumiu o compromisso de acompanhar conclusões, medidas e prazos. É uma postura acertada: a reunião abre caminho, mas a população precisa de melhorias efetivas. Ao anunciar que continuará cobrando resultados, o vereador dá sequência à mobilização dos moradores e reforça a fiscalização do serviço.

Pausa no Executivo

O governador Eduardo Riedel (PP) e o vice-governador Barbosinha (Republicanos) solicitaram licença temporária para descansar após o período eleitoral, segundo a comunicação oficial do governo. Com os afastamentos, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Dorival Renato Pavan, assumiu interinamente o Executivo no domingo (1º), com permanência prevista até sexta-feira (6).

Na sequência

O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), que antecede Pavan na ordem de substituição, também comunicou ausência para cumprir compromissos de agenda. Coube, assim, ao desembargador comandar temporariamente o Estado. Pavan afirmou que manterá as diretrizes da atual gestão, sem alterações nas políticas públicas ou na execução do orçamento.

Pacote aguardado

As propostas tributárias com potencial de impacto no bolso dos sul-mato-grossenses ainda não haviam chegado à Assembleia Legislativa até a produção desta coluna, nesta terça-feira (3).São aguardadas mudanças no ICMS e nos incentivos fiscais. Assim, permanecem indefinidos o alcance das medidas e seus efeitos para consumidores e empresas.

Cesta básica no radar

Uma das possibilidades é que o Estado poderá preservar produtos da cesta básica de eventual aumento tributário e concentrar reajustes em itens como bebidas e cigarros. A hipótese, porém, ainda depende da proposta do Executivo. A definição das exceções será importante para dimensionar quanto das mudanças poderá chegar às despesas das famílias.

Incentivos em discussão

Também é aguardada uma proposta de revisão dos incentivos fiscais concedidos a empresas instaladas em Mato Grosso do Sul. Possíveis reduções poderão provocar resistência do setor empresarial, sobretudo quanto à estabilidade das condições oferecidas aos investimentos. Os critérios e a abrangência das alterações ainda dependem da apresentação do projeto.

Pagamento ampliado

Segundo reportagem do site O Jacaré, baseada no Portal da Transparência, o total mensal pago a cada deputado estadual de Mato Grosso do Sul chegou a R$ 48.200,46. O valor inclui R$ 13.425,82 referentes ao chamado “Plano Assistencial”, acrescentado em fevereiro deste ano ao subsídio de R$ 34.774,64.

Acima dos federais

O levantamento aponta que, somado o benefício, o pagamento bruto aos estaduais supera em 3,95% o subsídio dos deputados federais, de R$ 46.366,19. A reportagem questiona a compatibilidade do adicional com o limite constitucional aplicável aos parlamentares estaduais e calcula uma diferença de 38,6%.

Escalada nos valores

Conforme a reportagem, o subsídio dos deputados estaduais passou de R$ 25.322,25, em 2022, para R$ 34.774,64, em 2025, após quatro reajustes. A inclusão do Plano Assistencial, em fevereiro de 2026, representa uma nova ampliação dos pagamentos, elevando o total mensal para R$ 48,2 mil.

Geladeira

Democratas vencem no condado onde mora Eduardo Bolsonaro, que deu o nome de Geórgia à filha em homenagem ao estado da Geórgia, no Estados Unidos, onde uma mulher negra democrata foi eleita governadora. Troféu pé-de-gelo pra ele.

Sem respaldo

A carta em que Flávio Bolsonaro (PL) contestou, sem apresentar provas, a vitória de Lula expôs divergências na própria legenda. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que não aprovou o documento e defendeu seguir adiante. Coordenador da campanha, Rogério Marinho também declarou que o PL não tinha provas de fraude eleitoral.

Respeito às urnas

O distanciamento em relação à carta também alcançou governadores aliados de Flávio Bolsonaro. Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, reconheceu o resultado e pediu pacificação. Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, que participou da campanha do senador, defendeu o respeito às urnas e afirmou que era hora de seguir em frente.

Direita em debate

A reação à carta abriu espaço para avaliações sobre os próximos rumos da direita. Para a cientista política Mayra Goulart, da UFRJ, o episódio pode fortalecer setores mais moderados, inclusive no PL. Já Tathiana Chicarino, da FESPSP, pondera que ainda é cedo para saber se o movimento representa um isolamento de Flávio ou um afastamento mais amplo do bolsonarismo.

Mudança em estudo

Michelle Bolsonaro poderá trocar o PL pelo Republicanos. Segundo informações do colunista Lauro Jardim, citadas na reportagem, a senadora Damares Alves participa das conversas para atrair a ex-primeira-dama. A articulação ocorre em meio a divergências com os enteados e à insatisfação com a direção do PL, mas a mudança partidária ainda não está confirmada.

Defesa dos aliados

Em publicação nas redes sociais, Michelle Bolsonaro saiu em defesa de Damares Alves, Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira e Silas Malafaia, alvos de críticas de setores do próprio bolsonarismo após a derrota de Flávio. A ex-primeira-dama afirmou que Jair Bolsonaro reconhece o empenho dos aliados na campanha e pediu reflexão antes de novas atitudes.

Espaço próprio

A possível ida da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro ao Republicanos acrescenta um novo capítulo à disputa por influência no campo conservador. A legenda reúne Damares Alves e o governador Tarcísio de Freitas, aliados da ex-primeira-dama. Essa movimentação sinaliza uma busca por maior protagonismo político diante dos conflitos com os filhos de Jair Bolsonaro.

Imparcialidade cobrada

O ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou a condução do TSE nas eleições de 2026. Sem citar nominalmente o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, afirmou que quem organiza o pleito deve atuar como árbitro imparcial. Em publicação nas redes sociais, o decano atribuiu ao conjunto dos ministros a garantia de uma disputa dentro das regras democráticas.

Silêncio em questão

Na mesma manifestação, Gilmar Mendes afirmou que “silêncios e hesitações não são neutros” no comando de instituições. Segundo ele, essas posturas podem favorecer decisões contraditórias e alimentar ataques ao sistema eleitoral. Embora tenha destacado a atuação coletiva do TSE, o ministro ponderou que a solidez das eleições não pode depender apenas da força do colegiado.

Virada carioca

Lula reverteu a desvantagem do primeiro turno e venceu Flávio Bolsonaro na cidade do Rio de Janeiro por 113.193 votos, garantindo ao PT uma vitória presidencial na capital após 12 anos. Segundo a Agência Pública, o resultado combinou crescimento nas zonas Sul e Oeste com viradas em cinco zonas eleitorais da região Norte. No conjunto do estado, porém, Flávio manteve a liderança.

Mobilização decisiva

Ao analisar a virada carioca, o cientista político Fábio Vasconcellos destaca três fatores: manifestações estudantis, atuação da esquerda fora da Zona Sul e participação de Eduardo Paes na campanha de Lula após o primeiro turno. A redução da abstenção também acompanhou o avanço petista. Na avaliação do pesquisador, a mobilização ampliou o alcance da campanha entre diferentes segmentos do eleitorado.

Nome em avaliação

O promotor Lincoln Gakiya está entre os principais cotados para comandar o futuro Ministério da Segurança Pública. O presidente Lula já sondou o integrante do Ministério Público paulista, conhecido pelo enfrentamento ao PCC. Caso a indicação não avance, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, aparece como alternativa.

Pasta em preparação

O governo pretende separar a Segurança Pública do Ministério da Justiça e condiciona a iniciativa à aprovação da PEC da Segurança no Congresso. A estratégia é aprovar o texto no Senado sem mudanças que exijam nova análise dos deputados. A futura pasta integra os planos de Lula para dar maior destaque ao combate ao crime organizado.

Simone no radar

A ex-ministra Simone Tebet aparece entre os nomes cotados para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, segundo o Investiga MS. A possibilidade integra as especulações sobre seu futuro político após a disputa pelo Senado em São Paulo. A reportagem, porém, não apresenta confirmação de convite ou decisão de Lula sobre uma eventual indicação.

Outro caminho

O STF não é o único destino mencionado para Simone Tebet. Conforme a reportagem, a sul-mato-grossense também é cotada para comandar o Ministério das Relações Exteriores. Sua participação na campanha presidencial e a proximidade política com Lula são apontadas como fatores favoráveis ao retorno ao governo, embora ainda não haja definição sobre o cargo.

Presença feminina

A participação de mulheres no Supremo também entra nas discussões sobre as próximas indicações. O Investiga MS avalia que Lula deverá enfrentar cobranças para ampliar essa representação, atualmente concentrada em Cármen Lúcia. Nesse cenário, o nome de Simone surge como possibilidade, mas a expectativa de uma escolha feminina não equivale a uma indicação assegurada.

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