Redação –
Um empresário de Ponta Porã, é apontado como informante de dois policiais civis investigados na Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Receita Federal nesta quarta-feira (4). A ação apura a atuação de uma organização criminosa transnacional envolvida com tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o empresário seria responsável por repassar informações aos policiais civis, entre eles Douglas Tobias, que já havia sido alvo da Operação Infiltrados, responsável por investigar um esquema de desvio de drogas apreendidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).
Em Campo Grande, equipes da Polícia Federal apreenderam um veículo Mustang em um condomínio de luxo na região do Parque dos Novos Estados. O automóvel seria de Douglas Tobias. Com isso, o policial civil passa a ser alvo de duas operações policiais em menos de dois meses.
Em Ponta Porã, imagens divulgadas pela PF mostram armas e munições apreendidas durante o cumprimento dos mandados. O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa também foi alvo de mandados judiciais no âmbito da operação.
Entre os materiais apreendidos durante a ação estão uma caminhonete Mitsubishi L200 Triton, armas, munições, dinheiro em reais e dólares, além de um relógio Rolex dourado.
Operação cumpre 76 mandados em sete estados
A Operação Ifrit cumpre 76 mandados judiciais, sendo 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. As diligências ocorrem em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Três policiais civis foram afastados das funções.
De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa é liderada por um núcleo familiar e possui ligação com facções criminosas. O grupo teria a participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal de outro estado.
As investigações apontam que os envolvidos atuavam no tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. Também são apurados possíveis envolvimentos em crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.
Segundo a PF, a organização utilizava armamentos, veículos blindados e estruturas de apoio para exercer controle territorial e intimidar grupos rivais.
O principal núcleo de atuação estaria concentrado na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros.
As drogas e armas seriam adquiridas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os entorpecentes abasteceriam redes de distribuição no Brasil e rotas internacionais destinadas à Europa, principalmente Espanha e Portugal.





