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‘Diarreia explosiva’: entenda o parasita intestinal que deixou parte dos EUA em alerta

Parte dos Estados Unidos está em alerta para o avanço da ciclosporíase, infecção intestinal provocada pelo parasita microscópico Cyclospora cayetanensis. Conhecida por causar episódios de “diarreia explosiva”, a doença já soma centenas de casos registrados em diferentes estados desde maio, com aumento recente em MichiganOhio, Pensilvânia e Nova Jersey.

O crescimento das infecções tem mobilizado autoridades de saúde americanas. Em Michigan, mais de 1.200 pessoas já foram diagnosticadas com a doença até 9 de julho. Em Ohio, foram confirmados 177 casos até o início do mês. Já na Pensilvânia, o Departamento de Saúde contabilizou 28 casos em 2026, sendo 14 deles na região sudeste do estado. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também identificaram um agrupamento de casos na Pensilvânia e em Nova Jersey entre maio e junho.

A ciclosporíase é uma infecção intestinal causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, um organismo microscópico que só pode ser observado em laboratório. A contaminação ocorre principalmente pela ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes contendo o parasita. Nos Estados Unidos, surtos costumam estar associados ao consumo de frutas, verduras e ervas frescas importadas, como manjericão, coentro, framboesas e ervilhas-tortas.

O principal sintoma é a diarreia aquosa, que pode se tornar intensa e, em alguns casos, ser descrita como “explosiva”. A infecção também pode provocar cólicas, inchaço abdominal, excesso de gases, fadiga, perda de apetite, náuseas e perda de peso. Algumas pessoas ainda apresentam febre baixa, dores no corpo e vômitos, enquanto outras podem não desenvolver sintomas.

Segundo o CDC, os sinais da doença costumam aparecer cerca de uma semana após a infecção. Sem tratamento, os sintomas podem durar de alguns dias a mais de um mês, podendo desaparecer e retornar ao longo desse período. Pessoas com o sistema imunológico comprometido têm maior risco de desenvolver quadros prolongados ou mais graves.

O diagnóstico é feito por meio da análise de amostras de fezes, embora o parasita nem sempre seja facilmente identificado, o que pode exigir mais de um exame. Em alguns casos, médicos prescrevem antibióticos específicos, mas a maioria das pessoas com boa imunidade se recupera mesmo sem tratamento.

As autoridades americanas ainda investigam a origem das infecções. De acordo com o CDC, até o momento não há evidências de que todos os casos façam parte de um único surto nacional. Enquanto as investigações continuam, a recomendação é lavar bem frutas, verduras e hortaliças, higienizar as mãos antes de manipular alimentos e utilizar água potável no preparo das refeições para reduzir o risco de contaminação.

(Informações R7)

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