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‘N O B – Ferrovia Noroeste do Brasil’, por José Tibiriçá Martins Ferreira

Completaria 120 anos de seu início no mês de setembro próximo.

Malha Oeste passou a ser chamada após a privatização em 1996.

No começo do século o Goveno brasileiro contratou a empresa belga Compagnie Générale de Chemins de Fer et de Travaux Publics para construir a Ferrovia Noroeste do Brasil. No dia 27 de setembro de 1906 começou suas operações a partir de Bauru, Cidade do Estado de São Paulo com a extensão de 1.622 km até Corumbá no Estado de Mato Grosso, hoje MS, cuja estação inaugurada no dia 15 de dezembro de 1952.

O ramal para o Distrito de Porto Esperança nesse Município, teve sua estação inaugurada em 31 de dezembro de 1952 com 47 km, já o segundo ramal partindo de Indubrasil, Município de Campo Grande até Ponta Porá, sua estação foi inaugurada em 19 de abril de 1953. Em 1996 a Ferrovia foi privatizada pelo Governo Federal no governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso – FHC, havendo uma licitação que foi vencida pela empresa Malha Oeste que foi incorporada a Novoeste com duração por um periodo de 30 anos vencendo no dia 30 de junho deste ano.

Agora para ser operada o Governo Federal terá que realizar uma nova licitação para conceder uma nova concessão. Sua estrutura tornou-se obsoleta e nesses anos não houve nenhuma preocupação em modernizá-la, sua malha ficou toda sucateada. Houve mais investimento nas rodovias e o tempo das cargas e descargas ao destino, tornaram-se mais rápidas, pois nossos trens são mais lentos que em outros países.

Em época eleitoral havia sempre promessas de que haveria a construção de outras ferrovias, cortando o Estado de Mato Grosso do Sul, partido do Estado de São Paulo, com destino ao Estado do Paraná. Estamos num ano eleitoral e não temos nenhuma informação sobre as promessas de 13 anos atrás com audiência ocorrida, em 6 maio de 2013, na ACED com representatantes da ANNT, agência Nacional de Transportes Terrestres em que presenciei.

Nenhum pré candidato ou candidata não se lembrou desse problema, um dos mais importantes diante do quadro de desabastecimento do combustível que já vem afetando e atingindo o uso das rodovias do país.

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