Um crime com fortes traços de execução sumária chocou a população de Sorriso, no norte de Mato Grosso, na tarde do último sábado (27). O tatuador Leandro Perboni, de 44 anos, foi assassinado a tiros no quintal de sua própria residência após ter o imóvel invadido por criminosos. Antes de puxarem o gatilho, os assassinos usaram o celular da vítima para transmitir o rosto do trabalhador em tempo real.
O ataque brutal aconteceu por volta das 14h e também deixou uma segunda pessoa gravemente ferida no interior do imóvel.
De acordo com as informações registradas pela Polícia Militar, três homens armados invadiram a residência e renderam Leandro de forma agressiva. Sem roubar pertences de valor da casa, os criminosos tomaram o aparelho celular do tatuador e iniciaram uma chamada de vídeo — dinâmica que a polícia investiga se foi utilizada para receber uma “ordem de execução” vinda de líderes de facções de dentro do presídio.
Logo após o término da ligação e a suposta autorização, Leandro foi arrastado sob a mira de armas para a área externa da residência. No quintal, ele foi executado com vários disparos à queima-roupa, sem qualquer chance de defesa.
Durante a ação violenta, uma segunda testemunha que estava na casa tentou intervir ou correr e acabou sendo baleada no lado direito do abdômen. Ela foi socorrida às pressas por equipes de resgate e encaminhada a um hospital da região, onde permanece sob cuidados médicos.
Assassinos Fugiram em Carro com Adesivo de App
Após desferirem os tiros fatais, os três executores correram em direção à rua e fugiram em um veículo de passeio. Um detalhe que chamou a atenção das testemunhas e da Polícia Militar é que o automóvel utilizado na fuga exibia um adesivo de identificação de uma conhecida empresa de transporte por aplicativo, o que pode indicar que o veículo era clonado, roubado ou que o motorista atuava em conluio com o bando.
A cena do crime foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O caso passou a ser investigado pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil de Sorriso, que busca identificar os autores e a motivação do acerto de contas. Leandro Perboni era bastante conhecido na cidade por sua profissão e deixa dois filhos órfãos.
(Informações Portal do Ancorador)



