Mulher embriagada ateou fogo à casa onde morava com o marido depois que ela e ele ingeriram bebidas alcoólicas durante a tarde e brigarem.
As chamas teriam destruído a área de serviço da residência e, ainda, matado dois cachorros que eram do companheiro, sendo que uma das mortes foi confirmada e o segundo animal, que é de pequeno porte, não foi encontrado.
O caso aconteceu na segunda-feira (1), no bairro São Conrado, em Campo Grande, onde na noite dos fatos, ela teria jogado solvente de tinta na área de serviço da residência, ateado fogo e as chamas se alastraram rapidamente.
Naquele momento, os dois cachorros do marido estavam em casa e, segundo vizinhos, ela teria ateado fogo não na casa, mas sim, nos animais, com o intuito de causar sofrimento ao marido, e em seguida teria fugido do local com o apoio da mãe e do padrasto.
Em seguida, os próprios moradores do entorno começaram a combater as chamas e conseguiram controlar o fogo antes da chegada dos bombeiros, que fizeram o trabalho de rescaldo do imóvel.
A proprietária da casa que o casal aluga foi quem acionou a polícia. À equipe de reportagem, ela afirmou que deseja apenas que o casal arque com os danos causados à residência, que ficou com parte da estrutura comprometida por causa das chamas.
Violência psicológica
Segundo os vizinhos, era sabido por todos que o homem era muito apegado aos pets. Inclusive, no momento em que ele chegou à residência, não teria dado grande importância ao fato de ter tido seus pertences queimados no incêndio.
Entretanto, quando foi informado por um dos policiais que seu cachorro havia morrido nas chamas – o corpinho de apenas um dos animais foi encontrado – o homem ficou transtornado, visivelmente abalado, e começou a chorar muito.
Em seguida, ele teria ligado para a mãe da esposa e gritado repetidamente ao telefone: “Ela matou meus cachorros!”
O caso também tem possibilidade de ser configurado como violência vicária (ou violência por ricochete), agressões e outros atos violentos contra filhos, familiares e até animais de estimação são percebidos como ferramentas para punir, controlar, ferir e causar sofrimento psicológico ao cônjuge.
A prática é entendida como uma extensão da violência doméstica e, ainda, pode ser enquadrada nas leis de proteção animal.
Histórico
Vizinhos contaram à reportagem do TopMídiaNews que o casal sempre brigou muito, e que discussões eram frequentes no local, inclusive, com o agravante de que, na semana passada, a mulher teria esfaqueado o homem em uma das pernas durante uma das brigas.
“Ele sempre falou que ela é muito agressiva, que sempre ia pra cima dele. Na semana passada ela deu umas facadas na perna dele numa briga”, contou um dos vizinhos.
Eles também relataram que quando o casal se mudou para o bairro, o homem usava tornozeleira eletrônica, e que isso seria por causa da mulher, sem, no entanto, esclarecer a situação.
Relembre os fatos
Uma casa foi consumida pelas chamas na noite desta segunda-feira (1), no Jardim São Conrado, em Campo Grande, após a moradora, em um ato bêbado, colocar fogo na residência.
Segundo informações do boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pela proprietária e locadora do imóvel. Para a equipe, ela relatou que mora na frente da casa, que é alugada para um casal. Eles teriam passado a tarde consumindo bebidas alcoólicas, quando, em determinado momento, começaram uma discussão.
No ápice da briga, a moradora teria então ateado fogo na área de serviço da casa e fugido em seguida. O marido da mulher relatou que a mulher recolheu os pertences de uso pessoal, reuniu mobiliários, objetos diveros e peças de vestuário e ateou fogo em tudo.
O homem ainda revelou que o casal possuia dois cães, mas devido ao estado da estrutura e do isolamento da área, um dos animais não foi encontrado, e não se sabe se eles teriam morrido no incêndio, ao passo que outro foi encontrado já sem vida em meio às cinzas.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver as chamas tomando conta do imóvel, do início da tarde até a noite. O Corpo de Bombeiros foi acionado por vizinhos – que já estavam no local combatendo as chamas – no momento da chegada da PM, realizando o trabalho de rescaldo.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como incêndio e dano e a polícia segue as investigações para encontrar a suspeita.



