Três atentados atribuídos ao Comando Vermelho foram registrados em menos de uma semana na região sul de Mato Grosso do Sul.
Em Maracaju, na noite de ontem (3), um casal foi alvo de disparos na varanda de casa e um homem com tornozeleira eletrônica escapou de pistoleiros. O homem e a mulher estavam sentados na varanda do imóvel, quando um carro Chevrolet Celta vermelho se aproximou da casa, e os ocupantes gritaram “Aqui é CV”.
Na noite de segunda-feira (1º), um homem de 25 anos foi alvo de pistoleiros no Bairro Conjunto Olidia Rocha. Usando tornozeleira eletrônica, ele relatou que o ataque foi ordenado pelo Comando Vermelho, em mais um capítulo da disputa entre a facção e o PCC (Primeiro Comando da Capital) pelo controle de territórios em cidades de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o fato ocorreu por volta de 21h50 na Vila Adrien. Com antecedentes por tráfico de drogas e cumprindo pena em regime semiaberto, o morador estava na casa com a esposa quando dois homens armados com pistolas invadiram o local após arrombarem o portão.
Segundo ele, os suspeitos usavam casacos e máscaras. Ao perceber que seria morto, o morador saiu correndo, pulou o muro dos fundos e se escondeu. Os atiradores fugiram em uma moto Honda Biz vermelha.
Em Dourados, na segunda-feira (1), uma mulher de 38 anos foi baleada no rosto e pescoço e está internada em estado grave. O caso também é atribuído ao Comando Vermelho.
Ela foi baleada no Jardim Canaã II, em Dourados, durante um ataque direcionado ao companheiro, de 23 anos. Dois homens em uma motocicleta vermelha chegaram ao local e o passageiro efetuou nove disparos de pistola calibre 40. O homem tentou proteger a companheira, usando-a como escudo, e acabou ferido levemente no tornozelo.
Nos três episódios, ocorreram atentados atribuídos ao Comando Vermelho na região sul do Estado em menos de uma semana, envolvendo tentativas de homicídio e disparos contra moradores. A Polícia Civil e as equipes militares investigam os casos e procuram identificar os responsáveis.
A Polícia Civil investiga os casos. (Com Campo Grande News)




