Ministro da Educação Milton Ribeiro entre Alan Guedes e Henrique Sartori em audiência que culminou na queda de Mirlene Damazio

José Henrique Marques

O episódio que pôs fim ao mandato de Mirlene Ferreira Macedo Damazio como reitora temporária da UFGD revelou duas assertivas em relação ao secretário de Governo da Prefeitura de Dourados, Henrique Sartori: influência junto ao Ministério da Educação (desde a ascensão de Michel Temer à Presidência da República) e inexperiência política. Foi Sartori quem provocou a substituição de Mirlene Damazio por Lino Sanabria na reitoria pro tempore. Embora revele um racha entre as forças de direita na UFGD, a gota d’água foi a recusa da ex-interventora em ceder outros cinco servidores da universidade à Prefeitura – o único foi ele. Mas envolver o prefeito Alan Guedes, naquilo que as forças progressistas e majoritárias que elegeram, em 2019, o reitor Etienne Biasotto (não empossado, ainda, por Bolsonaro) classificou de “golpe no golpe”, foi um deslize. Afinal, quando presidente da Câmara, o prefeito assinou manifesto defendendo a posse do eleito em cumprimento às normas democráticas. Uma sai justa desnecessária mesmo que, por ventura, o prefeito tenha mudado de posição. É sabido que Etienne não desistirá jamais de seu direito já reconhecido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Chegará o dia em que a Justiça será feita – “Apesar de você, amanhã será outro dia”, ensina Chico Buarque. O mandato de 4 anos que conquistou nas urnas não prescreve e passará a valer a partir da posse. Não é uma causa ad aeternum!

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