Robô completa maratona mais rápido do que atletas

Com robôs cada vez mais presentes em competições esportivas, um estudo publicado na revista Nature detalhou como uma máquina quadrúpede, também conhecida como cão-robô, conseguiu superar o tempo médio de humanos em uma maratona.
O RAIBO2, desenvolvido por engenheiros da Coreia do Sul, completou o percurso de 42,2 quilômetros da Maratona Anual de Caqui Seco de Sangju em quatro horas, 19 minutos e 52 segundos. A marca representa cerca de 13 minutos mais rápido do que a média humana.
Veja o vídeo do robô:
Bateria inovadora
O tempo chamou a atenção de entusiastas de tecnologia por superar a média humana. No entanto, o maior destaque do projeto foi o fato de que o robô completou o trajeto com uma única carga de bateria, tornando-se o primeiro quadrúpede a concluir uma maratona inteira sem precisar trocar a bateria.
“Comparado com os quadrúpedes existentes, o RAIBO2 oferece mais de três vezes a autonomia por carga de bateria. Este avanço em eficiência energética abre caminho para aplicações externas prolongadas, nas quais a duração da bateria é crucial”, diz um trecho do estudo.
Segundo a revista Scientific American, ao construir o RAIBO2, os engenheiros levaram em conta que dois terços da energia de um robô são perdidos devido ao calor dos motores e componentes eletrônicos. O restante se perde em atritos nas engrenagens.
Por isso, a equipe decidiu reduzir o peso de cada perna, projetar placas de motor de baixa resistência e utilizar a massa liberada em uma bateria maior, combinada com motores que produziam o mesmo torque com menos corrente. Além disso, a caminhada do robô foi treinada para pousar os pés suavemente, evitando que ele escorregasse ou superaquecesse.
“O resultado de todos esses ajustes é que o robô precisa de menos energia para carregar um quilograma por uma distância de um metro do que um corredor humano médio. O RAIBO2 percorre aproximadamente três vezes mais distância por carga do que outros robôs quadrúpedes, com uma autonomia projetada de cerca de 64 quilômetros”, conclui a revista.
(Informações R7)



