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PCC e CV passam a ser grupos terroristas para EUA a partir desta sexta-feira

As duas maiores facções criminosas do Brasil passaram a ser oficialmente classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas a partir desta sexta-feira (5). A decisão foi adotada pelo governo norte-americano e representa uma mudança significativa na forma como o país trata grupos criminosos com atuação internacional.

Com a nova medida, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passam a integrar a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês), uma das classificações mais rigorosas previstas pela legislação dos Estados Unidos.

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles e repercutidas pelo TopMídiaNews, o Departamento de Estado norte-americano justificou a decisão afirmando que as facções representam ameaça à segurança dos cidadãos americanos, à política externa e aos interesses econômicos dos Estados Unidos.

O enquadramento se soma à condição de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT), classificação que já permitia a aplicação de sanções financeiras contra os grupos.

Na prática, a nova designação amplia o alcance das medidas adotadas pelas autoridades norte-americanas. Além do bloqueio de bens e restrições financeiras, a legislação dos Estados Unidos passa a permitir a responsabilização criminal de pessoas ou empresas que forneçam apoio material às organizações.

Entre as condutas que podem ser alvo de investigação estão financiamento, transporte, logística, treinamento, assistência operacional e outras formas de colaboração consideradas relevantes para a manutenção das atividades das facções.

A medida também fortalece a atuação de órgãos federais como o FBI e o Departamento de Justiça, que passam a contar com instrumentos legais adicionais para conduzir investigações relacionadas ao terrorismo envolvendo os grupos criminosos.

Segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, as consequências podem atingir indivíduos, empresas e instituições financeiras que mantenham relações diretas ou indiretas com integrantes das facções, inclusive fora do território norte-americano.

A decisão faz parte de uma nova estratégia de segurança adotada pelos Estados Unidos, que passou a tratar organizações criminosas transnacionais e cartéis de drogas sob uma lógica semelhante à utilizada no combate a grupos terroristas internacionais.

A política está inserida na Estratégia Nacional de Contraterrorismo para 2026, documento que coloca o Hemisfério Ocidental entre as prioridades da segurança nacional norte-americana.

Com a mudança, temas como narcotráfico, crime organizado transnacional, segurança de fronteiras e combate ao terrorismo passam a ser tratados de forma mais integrada pelas autoridades dos Estados Unidos.

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