‘New York Times’ compara Capitão Nascimento a Jack Bauer
Cinema – 15/10/2007
Em reportagem publicada neste domingo, o jornal americano ‘The New York Times’ contextualiza o impacto do filme ‘Tropa de Elite’ na opinião de moradores do Rio de Janeiro e destaca a violência do BOPE (Batalhão de Operações Especiais). ‘O filme tem feito muitos brasileiros refletirem sobre qual o nível de violência aceitável por parte da polícia, especialmente no Rio, uma cidade com taxa de homicídio mais de seis vezes superior à de Nova York’, afirma o texto. O jornal ressalta o comportamento violento do BOPE no filme, comparando policiais e traficantes. ‘A tortura é apresentada no filme como um fato cotidiano da violência urbana no Brasil, em que policiais e traficantes competem no quesito brutalidade’, explica o jornal.
População dividida
Entrevistada pelo ‘NYT’, Antônia Dalva de Souza, moradora da favela Vila Cruzeiro, disse que suspeita que o tiro que matou sua filha Joyce, em 1995, tenha sido disparado pela polícia. Já Aletea de Souza, professora de ginástica, disse à reportagem que o personagem Capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura, transmite segurança às classes alta e média no Brasil. ‘Eu não diria que ele é um herói, mas ele é um meio-termo entre o bem e o mal’, afirmou. A reportagem compara o protagonista de ‘Tropa de Elite’ a Jack Bauer, herói do seriado ’24 Horas’. Bauer lida com ameaças terroristas, e Nascimento tem a vida familiar afetada pela violência do trabalho. ‘Ambos são homens com problemas’, define o jornal. O ‘NYT’ conversou também com Rodrigo Pimentel, ex-policial do BOPE que participou da operação retratada no filme, que aconteceu em 1997. ‘A polícia esqueceu sua principal missão. Não estávamos lá para servir e proteger. Era só uma guerra particular contra os traficantes de droga.’
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Fonte: G1



