Redação –
Fabricio Julieber de Almeida Silva, de 29 anos, morreu na tarde desta sexta-feira (15), após confronto com a Polícia Militar em um condomínio localizado no bairro Novo Oeste, em Três Lagoas.
A equipe da Força Tática realizava patrulhamento ostensivo na região quando recebeu informações sobre um homem com mandado de prisão em aberto por homicídio. A denúncia apontava que o suspeito, vindo de outro estado, seria integrante de uma facção criminosa e estaria escondido no local.
Os policiais seguiram para o bloco 17 e abordaram uma mulher no corredor do segundo andar. Visivelmente nervosa, ela informou ser garota de programa e relatou que o cliente havia saído para comprar bebidas. Durante a vistoria nos apartamentos próximos, parte da guarnição flagrou o Fabricio subindo as escadas com um objeto enrolado em um tecido.
Ao notar a presença policial, o rapaz correu em direção ao apartamento da mulher e gritou para que ela fugisse. Um policial conseguiu se aproximar e percebeu que Fabricio sacava um revólver calibre .38 de dentro do embrulho.
O agente deu ordem verbal para que o homem largasse a arma, mas ele a apontou contra a equipe, que revidou com dois tiros. A própria guarnição prestou os primeiros socorros e encaminhou Fabricio ao Hospital Auxiliadora, onde a médica plantonista constatou o óbito.
O Comando Força Patrulha foi acionado para isolar o espaço até a finalização dos trabalhos periciais. A arma apreendida com o estudante possuía quatro munições e, junto ao armamento do policial envolvido, foi recolhida pela perícia. O caso é investigado pela Polícia Civil e foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Três Lagoas.
Histórico
Segundo o site RCN67, o nome de Fabrício consta, ainda, em um registro policial sobre o sequestro de um homem conhecido como “Neguinho”. A vítima teria sido levada para um “tribunal do crime”.
Conforme relato da época, a vítima foi colocada no porta-malas de um carro GM Chevette verde e transportada até uma casa no bairro Paranapungá, onde ocorreria o julgamento criminoso. Durante a chegada da polícia ao imóvel, diversos suspeitos foram abordados. A vítima citou Fabrício como um dos envolvidos no seu transporte até o cativeiro.
Na mesma incursão, um dos investigados dispensou um simulacro de pistola no chão, enquanto outros tentaram escapar pulando os muros da residência. A ocorrência terminou com a apreensão de drogas e a recuperação de uma bicicleta com registro de furto.





