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Médicos exploram brecha e seguem vendendo implantes anabolizantes após veto para fins estéticos

Implantes hormonais manipulados, conhecidos como pellets, se tornaram tendência popular em consultórios e redes sociais como solução para problemas como a menopausa, a síndrome dos ovários policísticos ou a endometriose. No Instagram e em outras redes, médicos com status de influenciadores afirmam que o produto é capaz de devolver disposição, bem-estar e qualidade de vida.

➡️ O que não aparece nos vídeos é que sociedades médicas e órgãos de controle afirmam que não há evidência científica que sustente o uso desses hormônios, nessa forma de aplicação, para tratar qualquer doença ou sintomas como queda de libido, falta de disposição e ganho de peso, entre outros.

O uso dos implantes de testosterona, de oxandrolona ou de gestrinona é unicamente anabolizante: promovem o ganho de massa muscular e efeito estético, de acordo com entidades médicas. No entanto, a indicação com fins estéticos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Publicação da Anvisa em que ficam proibidos implantes hormonais para fins estéticos — Foto: Reprodução/Diário Oficial da União

Publicação da Anvisa em que ficam proibidos implantes hormonais para fins estéticos — Foto: Reprodução/Diário Oficial da União

A aplicação tem risco de efeitos colaterais como infarto, AVC, trombose e pode até ser letal. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM) a prescrição pode caracterizar infração ética, que tem origem na exploração de uma brecha regulatória: a Anvisa limita o uso, mas não proíbe a produção. Sem evidência científica e testes, a indústria farmacêutica não produz esse implantes, que não são vendidos em farmácias tradicionais.

(Informações g1)

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