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Justiça determina prisão do ex-deputado Neno Razuk após condenação na Operação Sucessione

Redação –

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a prisão do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho, no âmbito da Operação Sucessione.

Segundo a defesa do ex-parlamentar, o mandado de prisão ainda não havia sido oficialmente disponibilizado à equipe jurídica. Em contato com a reportagem, o advogado afirmou que aguarda acesso à decisão judicial antes de se manifestar sobre o caso.

“Precisamos aguardar e entender a real situação antes de realizar qualquer manifestação acerca do tema”, declarou.

Ainda conforme apurado, equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) estiveram na residência de Neno Razuk na manhã desta terça-feira (7), mas o ex-deputado não foi localizado. A defesa também preferiu não comentar a diligência.

Perda do mandato

A determinação da prisão ocorre pouco mais de um mês após Neno Razuk perder o mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

A saída do parlamentar foi consequência da recontagem dos votos das eleições de 2022, determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), após a anulação dos votos dos ex-candidatos do PL Loester Trutis e Raquelle Trutis, condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por irregularidades relacionadas ao uso do fundo eleitoral.

Com a redistribuição dos votos, a vaga passou a pertencer ao PSDB, sendo ocupada pelo primeiro suplente da legenda, João Cesar Mattogrosso.

Operação Sucessione

Neno Razuk foi condenado no processo decorrente da Operação Sucessione, investigação que apura a disputa pelo controle da exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o Ministério Público, o ex-deputado e outros integrantes do grupo participaram de três roubos contra funcionários de uma organização rival em Campo Grande. A investigação também apontou que um imóvel localizado no Jardim Monte Castelo era utilizado como base das operações, onde foram apreendidas mais de 700 máquinas do jogo do bicho.

As apurações resultaram ainda em uma segunda denúncia, na qual familiares de Roberto Razuk Filho são investigados por suposta participação na organização criminosa. O grupo também é acusado de lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar, corrupção e violação de sigilo funcional.

Durante o cumprimento de mandados, foram apreendidos R$ 274 mil em dinheiro, mais de mil euros e documentos que, segundo o Ministério Público, indicam faturamento mensal de pelo menos R$ 600 mil. Com base nas investigações, o órgão solicitou o bloqueio de R$ 36 milhões em bens da família Razuk.

A primeira ação penal resultou na condenação de outras dez pessoas, enquanto a segunda denúncia ainda aguarda julgamento pela Justiça.

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