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Jovem morre após abordagem da PM; família nega confronto

O jovem Alexandre Ribeiro de Melo, de 20 anos, morreu após uma troca de tiros com policiais militares durante uma abordagem no bairro Cobi de Baixo, em Vila Velha. Segundo a Polícia Militar, o rapaz teria atirado contra os agentes, versão que é contestada por familiares e testemunhas.

A ocorrência, registrada no sábado (09), mobilizou equipes da polícia e gerou forte repercussão na região, que registrou novos episódios de violência horas depois. No local, os policiais apreenderam uma pistola.

Em coletiva de imprensa, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Riodo Lopes Rubim, afirmou que a vítima teria envolvimento com o tráfico e que a atuação dos policiais ocorreu dentro da legalidade e em situação de confronto armado.

Segundo ele, os militares agiram em “legítima defesa e no estrito cumprimento do dever legal”, destacando ainda que o policial socorreu o jovem, que foi levado ao Hospital Antônio Bezerra de Faria, onde ele não resistiu aos ferimentos.

O comandante também afirmou que o Estado mantém reforço policial na região com equipes especializadas, como o Batalhão de Missões Especiais (BME) e o BAC, e reforçou o compromisso de impedir o avanço de facções criminosas.


“Um tiro pegou nas costas dele”, diz família de jovem
Familiares e moradores da região contestam a versão apresentada pela Polícia Militar sobre uma suposta troca de tiros. O pai de Alexandre, também identificado como Alexandre de Melo afirmou que o filho teve um dia normal antes da morte.

“Nesse sábado levantamos, eu e ele. Ele morava comigo. Tomamos café, dei um beijo nele. A partir das 11h falei que eu o amava e ele saiu como de costume e foi até a casa da prima dele”, relatou o pai.

Segundo o pai, o jovem foi baleado enquanto seguia para a casa da familiar e se deparou com alguns traficantes da região.

Tinham alguns elementos que a polícia chama de traficante, pode ser até que seja conhecido e a polícia chegou atirando. Um tiro pegou nas costas dele.

Alexandre de Melo, pai da vítima
O pai também pediu que o governador reveja declarações sobre o caso. “Senhor governador, peço que retrate a fala que fez do meu filho e prove que é um marginal. Não estamos em guerra. A Polícia Militar não é para guerra, é para ordem”.

Uma comerciante identificada como Joelma Viana também negou que tenha ocorrido confronto armado na região.

Não houve troca de tiros. Isso que foi relatado é mentira e estamos cansados de impunidade. Nós queremos que limpem o nome do Alexandre, por isso estamos aqui e não vamos parar. Estamos unidos, queremos que o nome de Alexandre seja limpo por justiça.

Joelma Viana, comerciante
Ônibus foi incendiado após o crime
Ainda na tarde de sábado, um ônibus foi incendiado no mesmo bairro onde o jovem morreu. De acordo com informações apuradas pela TV Vitória/Record, o motorista teria descido do veículo para retirar um tronco da pista quando um grupo entrou no coletivo portando combustível e ateou fogo.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas rapidamente. Não houve feridos. Apurações iniciais indicam que o ataque ao ônibus pode ter relação com a morte de Alexandre.

A Polícia Civil deve apurar tanto a morte do jovem quanto o incêndio do ônibus pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Transporte de Passageiros (DRCCTP). Até o momento, não há confirmação oficial de suspeitos presos. O caso segue em investigação.

(Informações R7)

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