A maioria dos brasileiros não foi beneficiada com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. É o que releva a nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (14). A medida em vigor desde o início do ano é uma das principais apostas do governo Lula no ano eleitoral.
Conforme o estudo, 66% dos entrevistados não se beneficiaram com a isenção para quem ganha até R$ 5 mil. Por outro lado, 31% disseram ter usufruído da medida, enquanto 3% não sabem ou não responderam.
A Genial/Quaest também questionou se os entrevistados que foram beneficiados com a isenção no IR sentiram diferença na renda. Cerca de 49% não sentiram diferença alguma nos vencimentos, enquanto 33% relataram ter sentido um ligeiro aumento na renda. Outros 17% afirmaram que a renda aumentou significativamente com a isenção.
A pesquisa, que também apresenta dados sobre a corrida presidencial ao Palácio do Planalto, ouviu 2.004 pessoas em todo o país, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%.
Entenda a isenção no Imposto de Renda
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma do Imposto de Renda entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2026 e trouxe mudanças relevantes para trabalhadores e contribuintes que precisaram prestar contas com a Receita Federal.
A principal delas é o aumento da faixa de isenção do IRPF para cerca de 16 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês. O efeito prático começou a ser sentido no bolso dos trabalhadores a partir de fevereiro, com a isenção total do imposto nos contracheques.
Do total de contribuintes beneficiados com a medida, 1,2 milhão são do Paraná.
O governo estima que quem ganha até R$ 5 mil pode economizar até R$ 4 mil por ano, considerando o décimo terceiro salário.
Já os contribuintes com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passaram a contar com redução gradual do valor retido na fonte. Para quem ganha acima de R$ 7.350, nada mudou, e a tributação segue a tabela progressiva atual, de até 27,5%.
A conta da renúncia fiscal, estimada em R$ 25,4 bilhões, será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM).
Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados. Desde o início do ano, a regra é válida para quem tem:
- renda mensal de acima de R$ 50 mil (R$ 600 mil/ano), com alíquota progressiva de até 10%;
- renda acima de R$ 1,2 milhão/ano, os chamados super-ricos: alíquota mínima efetiva de 10%.
(Informações RIC Notícias)




