O trabalhador rural Auberson Araújo, de 33 anos, conversava com a autônoma Leandra Chagas Pessoa momentos antes da moto em que ela estava ser atingida por um caminhão na tarde do último domingo (19), no km 90 da BR-364, entre Rio Branco e Sena Madureira, no interior do Acre.
Ao g1, ele contou que os dois pararam às margens da rodovia por causa da fumaça provocada por queimadas, que comprometia a visibilidade na pista. Ela não resistiu aos ferimentos após a pancada e morreu no local.
“Não dava para enxergar quase nada por causa da fumaça. Eu estava saindo da fazenda e a gente parou na beira da pista esperando melhorar. Eu estava conversando com ela quando tudo aconteceu. Foi tudo muito rápido”, relatou.
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Leandra Chagas Pessoa, de 35 anos, morreu na tarde desse domingo (19) em um acidente envolvendo a motocicleta que conduzia e um caminhão, na BR-364, em Sena Madureira — Foto: Reprodução
Após a colisão, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegou ao local. O motorista do caminhão permaneceu na rodovia e foi orientado a aguardar a perícia.
O delegado de Sena Madureira, Rêmullo Diniz, confirmou que o motorista permaneceu no local e prestou depoimento. Segundo ele, como não houve fuga, não foi lavrado flagrante.
“Como o condutor permaneceu no local, não houve flagrante. Aguardaremos a conclusão das perícias que poderão dizer a real dinâmica do acidente, uma vez que a via não possui boa sinalização e as condições não são as melhores”, afirmou.
Auberson contou também que tentou prestar socorro à vítima, mas percebeu que não havia mais o que fazer. Ainda de acordo com o trabalhador, a força do impacto foi tão grande que a motocicleta de Leandra chegou a atingir a moto dele.
“Na hora eu pensei em ajudar, mas não deu para fazer nada. Foi muito ruim. Vi a hora de ter acontecido comigo também”, afirmou.
Acidente
Moradora do Bairro Vitória, Leandra seguia da capital em direção a Sena Madureira quando ocorreu a colisão.
Um familiar da vítima, que pediu para não ser identificado, contou ao g1 que havia muita fumaça causada por queimadas às margens da rodovia. Segundo ele, Leandra parou a motocicleta no acostamento, ao lado de outro motociclista, por causa da baixa visibilidade.
“O pessoal tem costume de colocar fogo na BR, e tinha muita fumaça na rodovia. Ela acabou parando na beira da pista, junto com outra moto, e um caminhão baú que vinha atrás bateu na traseira da moto dela. Ela também já tinha problemas de saúde”, relatou.
Ainda conforme o familiar, a família cobra esclarecimentos sobre o acidente e reclama da falta de fiscalização para coibir queimadas às margens da BR-364.
“A gente também acha um descaso o governo não monitorar essas queimadas na rodovia. Até o momento a família não sabe direito o que aconteceu, não sabe quem é o motorista nem como tudo ocorreu. A nossa família está devastada”, lamentou.
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Acidente ocorreu nesse domingo (19) no km 90 da BR-364, entre Rio Branco e Sena Madureira — Foto: Reprodução
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Leandra morreu ainda no local. O corpo foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de praxe.
Leandra deixou o marido e um filho pequeno. Segundo a família, ela era conhecida por ajudar as pessoas e era muito querida por amigos e parentes.
“Ela fazia de tudo pelo filho dela. Era uma pessoa muito querida, ajudava todo mundo no que podia e tinha um coração muito bom. Ela amava muito o filho dela”, completou.
(iInformações g1)



