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Funasa de MS comemora queda de mortalidade infantil nas aldeias

Geral – 08/07/2008

Funasa de MS comemora queda de mortalidade infantil nas aldeias

A Fundação Nacional de Saúde de Mato Grosso do Sul – Funasa – divulgou nesta quarta-feira (02/07) o índice de mortalidade infantil (crianças menores de um ano) registrado em junho nas aldeias do estado. A tendência registrada no último mês foi de 26,71 crianças para cada mil nascidos vivos. Índice de mortalidade infantil equivalente ao da população de não índios registrado atualmente pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (25/1000).Em comparação ao mesmo mês, no ano de 2005, os registros apontam 59,56 crianças mortas para cada mil nascidas vivas. Em junho de 2006 o número se manteve em 36,32 e em 2007 foram 40,42, quase o dobro das mortes registradas agora em junho de 2008 (26,71).“Este ano o maior registro ocorreu em janeiro, 38,46 mais de 10 por cento, que os 26,71 alcançados no último mês. Isso demonstra a eficiência dos nossos programas no atendimento às crianças desnutridas principalmente na região sul, onde o problema é maior além do empenho das 29 equipes multidisciplinares de saúde responsáveis pelo atendimento à saúde básica em Mato Grosso do Sul nas 72 aldeias”, declarou Flávio Britto coordenador regional da Funasa.Em 1998 enquanto a população de não índios registrava um índice de 33,1 para cada mil crianças nascidas vivas, nas aldeias de Mato Grosso do Sul no ano seguinte eram registradas 140 mortes/1000 nascidos; número cinco vezes maior que o registrado no último mês do semestre de 2008. A evolução da assistência à saúde alcançada na última década é motivo de comemoração para a população indígena e para mais de 450 profissionais que atuam na área de saúde. “Hoje já conseguimos recuperar muitas crianças e evitar que tantas outras cheguem a estágios críticos, correndo risco de morte principalmente com relação à desnutrição. Temos muitos problemas ainda, mas a Funasa tem ajudado a melhorar as condições de saúde e saneamento das aldeias, daí os índices positivos”, destacou Britto.

Fonte: Folha de Dourados

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