A morte de Alzira Maria Theodoro Luiz, de 43 anos, interrompeu um momento especial da vida da influenciadora rural. Conhecida por compartilhar a rotina da roça e o trabalho na colheita de café, ela havia conquistado quase 1 milhão de curtidas nas redes sociais e começava a alcançar um reconhecimento que, segundo a família, era um dos seus maiores sonhos.
Em entrevista, o filho mais velho, Bruno Luiz, de 27 anos, descreveu a mãe como uma mulher batalhadora, dedicada aos filhos e apaixonada pela vida no campo.
“Foi uma injustiça muito grande. Minha mãe era uma mulher guerreira, trabalhadora. Não merecia passar por isso”, afirmou.
Reconhecimento nas redes era realização pessoal
Segundo Bruno, Alzira encontrou nas redes sociais uma forma de mostrar a realidade do interior e de valorizar o trabalho rural. Os vídeos publicados por ela retratavam a colheita de café, a rotina na propriedade e os desafios da vida no campo. O conteúdo conquistou milhares de seguidores em diferentes regiões do país.
“Aquilo era um sonho da minha mãe. Ela estava crescendo, estava alcançando pessoas de vários lugares. Era algo que deixava ela muito feliz”, contou.
Após a morte da influenciadora, as redes sociais foram tomadas por mensagens de pesar e homenagens de seguidores que acompanhavam o dia a dia da produtora rural.
Família acredita em crime planejado
Para Bruno, o assassinato não foi aleatório. “Eu acredito que se trata de uma execução mesmo. Foram lá só para ceifar a vida da minha mãe”, disse.
A família descarta, por enquanto, hipóteses relacionadas a disputas por terras ou conflitos envolvendo herança. Segundo o filho, os quatro irmãos mantêm uma relação próxima e nunca houve desentendimentos envolvendo patrimônio.
“A gente nunca brigou por causa de nada. Nenhum de nós faz questão de nada do que ela deixou. O que importa é o legado dela”, afirmou.
Episódio causou preocupação dias antes do crime
Bruno revelou que a mãe havia comentado recentemente um episódio que a deixou assustada. Em um vídeo gravado por ela mesma, Alzira relatou ter ouvido fortes batidas na janela de casa durante a madrugada. Ao verificar o que havia acontecido, escutou passos de alguém correndo nas proximidades da residência.
Após o episódio, ela chegou a comprar uma câmera de segurança para instalar na propriedade. O equipamento, no entanto, não chegou a ser colocado em funcionamento antes do assassinato.
“Tinha uma câmera lá em casa, só que ela não conseguiu instalar”, lamentou o filho.
Crime segue sem resposta
Alzira foi morta na manhã de domingo (7), na varanda da casa onde estava hospedada durante o período de colheita, na zona rural de Mutum, no Vale do Rio Doce.Segundo a Polícia Militar, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta vermelha usando capacetes e toucas para esconder o rosto. Eles efetuaram vários disparos contra a influenciadora e fugiram em seguida.
A vítima foi atingida na cabeça e morreu antes da chegada do socorro. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso. Até o momento, ninguém foi preso e a motivação do crime permanece desconhecida.
Enquanto aguarda respostas, Bruno resume o sentimento da família em um único pedido.
“O que eu peço é só justiça mesmo, tá entendendo? Só justiça que eu peço pela minha mãe.”
(Informaçõers R7)



