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Fábio Trad critica gestão estadual e projeta ‘ano da virada’ em Mato Grosso do Sul

Juliel Batista –

Em agenda realizada no último sábado (12), em Campo Grande, durante encontro da militância do PT com a presença do presidente nacional da sigla, Edinho Silva, o pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, afirmou em entrevista exclusiva à Folha de Dourados que o Estado vive um momento de disputa entre dois projetos. Segundo ele, “são dois grupos políticos muito distintos conceitualmente. Existe um grupo que já está no poder há 12 anos e não conseguiu resolver problemas básicos da população relacionados à saúde, à segurança, à educação, à estrutura viária e à distribuição de renda”.

“grupo que já está no poder há 12 anos não conseguiu resolver problemas básicos da população relacionados à saúde, à segurança, à educação, à estrutura viária e à distribuição de renda”

Ele contrapôs afirmando que há “um outro grupo que está propondo uma nova visão, um novo conceito, uma nova abordagem de gestão e de governabilidade, que tem o apoio do governo federal e que quer olhar com mais cuidado e atenção para o povo de Mato Grosso do Sul”. Para Trad, “são esses dois conceitos que estarão em disputa” e a população deverá decidir “para além de direita e esquerda, entre o grupo que tem a melhor proposta, mais convincente, e a maior capacidade política e administrativa de governar com justiça esse Estado”.

Ao comentar o peso político de sua família, o pré-candidato destacou que “inegavelmente, o sobrenome Trad na política de Mato Grosso do Sul tem um legado de trabalho que, desde 1958, com a primeira eleição do meu pai, Nelson Trad, se consolidou”, ressaltando que “existem eleitores cativos do nosso trabalho”. Ele pontuou ainda que “Marcos e eu estamos no mesmo grupo político”, enquanto “o Nelson tem uma outra visão e escolheu ficar ao lado daqueles que já estão governando este Estado há 12 anos e não conseguiram resolver os problemas básicos da população”, concluindo que “vamos aguardar e ver quem a população vai escolher”.

” “inegavelmente, o sobrenome Trad na política de Mato Grosso do Sul tem um legado de trabalho que, desde 1958, com a primeira eleição do meu pai, Nelson Trad”

Sobre o financiamento da campanha, Trad afirmou que “nós vamos trabalhar com os recursos do fundo eleitoral” e que pretende dialogar com a direção nacional do partido. “Vamos saber do presidente Edinho quais as perspectivas. As campanhas do PT nunca foram marcadas pelo esbanjamento, mas pela modéstia e, sobretudo, pela forma mais participativa, que conta com apoio popular”, disse. Segundo ele, “é nesse sentido que nós vamos conversar para saber com qual musculatura vamos contar para fazer essa caminhada de uma forma que permita que o povo entenda e receba a nossa mensagem”.

“As campanhas do PT nunca foram marcadas pelo esbanjamento, mas pela modéstia e, sobretudo, pela forma mais participativa, que conta com apoio popular”

Na avaliação da situação do Estado, o pré-candidato afirmou que a pré-campanha tem sido marcada por escuta da população. “Nesta fase, nós estamos ouvindo mais do que falando, e o que estamos ouvindo é bem diferente do que o governo propaga na televisão”, declarou. Ele relatou que há “muitas reclamações da população em relação à saúde, com filas intermináveis, falta de especialistas no interior e ausência de aparelhos de média e alta complexidade para diagnóstico de problemas graves”. Ainda segundo Trad, “as pessoas demoram muito para serem atendidas quando precisam fazer exames e os hospitais de Campo Grande estão sobrecarregados”.

“há muitas reclamações da população em relação à saúde, com filas intermináveis, falta de especialistas no interior e ausência de aparelhos de média e alta complexidade”

O pré-candidato também mencionou dificuldades logísticas enfrentadas por pacientes: “existem pessoas que saem de Mundo Novo e vão para Três Lagoas de ambulância, quase oito horas em estradas esburacadas, e isso é culpa do governo do Estado”.

Na área da segurança pública, ele afirmou que “estamos ouvindo reclamações sobre abandono da fronteira, muito tráfico de drogas e de armas que abastecem a criminalidade organizada nas cidades de médio porte e na capital, além de feminicídios alarmantes”. Acrescentou ainda que “um Estado cujo governo não sabe cuidar das mulheres não sabe cuidar das crianças, porque existe um alto índice de violência contra crianças e adolescentes”.

“estamos ouvindo reclamações sobre abandono da fronteira, muito tráfico de drogas e de armas que abastecem a criminalidade organizada nas cidades de médio porte e na capital, além de feminicídios alarmantes”

Em relação à educação, Trad disse que “há 72% dos professores contratados, ameaçados permanentemente de rescisão, o que interfere na qualidade do processo pedagógico”, além de destacar que “todas as fases do ensino médio apresentam média abaixo da média nacional do Ideb e há alta evasão de jovens”. Ele afirmou que “se não fosse o programa Pé-de-Meia do governo Lula, haveria uma evasão recorde”.

“há 72% dos professores contratados, ameaçados permanentemente de rescisão, o que interfere na qualidade do processo pedagógico”

Por fim, o pré-candidato criticou a comunicação oficial do governo estadual e demonstrou otimismo com o cenário eleitoral. “O que nós estamos vendo na televisão, com propagandas caríssimas do governo do Estado, eu não estou ouvindo da população. E entre a população e a propaganda oficial, eu fico com o povo, que não mente”, declarou. Para ele, “este ano será o ano da virada, uma virada de chave e de página na história política de Mato Grosso do Sul, fazendo com que a sede do Parque dos Poderes volte a ser do povo, e não de uma pequena elite que não dialoga com o povo e não quer bem as famílias do Estado”.

“O que estamos vendo na televisão, com propagandas caríssimas do governo do Estado, eu não estou ouvindo da população. E entre a população e a propaganda oficial, eu fico com o povo, que não mente”

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