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Empresário Cláudio Iguma declara sua paixão por Dourados: ‘Aqui cheguei menino e fui acolhido’

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O empresário, economista e advogado Cláudio Iguma chegou a Dourados com pouco mais de doze anos, na companhia da mãe, Masuko Iguma e dos irmãos Içao, Sérgio, Lauro e Ana. O pai tinha vindo antes, no início de 1953, quando saiu do interior de São Paulo em busca de melhores condições de prosperidade. Na época, Dourados começava a receber os primeiros imigrantes japoneses, atraídos pela criação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND).

A história da chegada a Dourados, os primeiros trabalhos, os estudos e as vivências daquele período de garoto, a ida para estudar fora e retornar já formado em Economia e Direito, bem como as conquistas a partir de então, estão contados no livro “Minha história em Dourados”, publicado recentemente pela Folha de Dourados e 2mil Marketing Digital.

Cláudio Iguma nasceu em Lavínia, interior de São Paulo, em 1.º de setembro de 1942. Ele relata, na publicação, que ao chegar a Dourados junto com a mãe e irmãos, encontrou o pai à frente da Madeireira Continental, localizada na região que, mais tarde, ficou conhecida como Cabeceira Alegre.

“Ainda guardo viva na memória aquela época, em que dividia meu tempo entre ajudar na serraria, estudar e me aventurar pelas campinas daquela região, que foi crescendo, com muita rapidez; poucos anos depois já estava bastante habitada e desenvolvida”, salienta o empresário.

Cláudio Iguma conta que após ter concluído a faculdade de Direito em 1967 e retornado para Dourados, passou a atuar na administração de imóveis, atendendo  “a maioria de imigrantes, descendentes de japoneses, que estavam construindo para investir e não tinham segurança necessária para alugar ou vender”. Desta experiência, nasceu, um ano depois, a Imobiliária Continental.

Leia, a seguir, alguns trechos do livro:

Concluí o Ensino Primário na Escola Erasmo Braga. Como Dourados ainda não oferecia Ensino Secundário, meus pais me mandaram para estudar em Campo Grande, assim como haviam feito com meus irmãos.

(…)

Fui ainda moço para Campo Grande e tinha a confiança de que iria buscar uma formação superior e retornar a Dourados, cidade pela qual me apaixonei, desde o dia em que aqui cheguei. Após concluir os três anos do Ensino Secundário, curso científico, decidi fazer o Ensino Superior em Curitiba, no Paraná. Ingressei na Faculdade de Direito, da Universidade Federal do Paraná, em 1963, curso que me tomava apenas um período do dia. Foi, então, que prestei um segundo vestibular e fui aprovado na Faculdade de Ciências Econômicas do Paraná, passando a cursar duas graduações simultaneamente.

Foram anos difíceis, distante dos meus pais, dos meus irmãos e amigos, mas eu tinha certeza de que todo meu esforço seria recompensado nos anos futuros. Eu só pensava em me formar, voltar para Dourados e vencer nessa cidade que tão bem me acolheu e a toda minha família. Em 1966 concluí a Faculdade de Economia, a primeira graduação; confesso que a opção por esse curso foi justamente por força do espírito empreendedor que continuamente norteou minha vida. Sempre empreendi e, graças a esse perfil, conquistei tudo que eu almejava desde o início.

Em 1967 concluí a Faculdade de Direito e retornei para Dourados, quando meus irmãos e meus pais me presentearam com um escritório, todo montado, para que eu iniciasse a carreira de advogado. O escritório ficava numa sala, na avenida Marcelino Pires, entre as ruas Nelson de Araújo e João Cândido Câmara.

 O ano era o de 1968, junto com o Direito, passei a atuar também na administração de imóveis; atendia a maioria de imigrantes, descendentes de japoneses, que estavam construindo para investir e não tinham segurança necessária para alugar ou vender. Nessa época, a corretagem e a administração de imóveis ainda não era uma profissão regulamentada. Então, procurei por profissionais já experientes nessa área e, após intercâmbio de conhecimentos, decidi atuar também no mercado imobiliário.

Assim nasceu a Imobiliária Continental, que ganhou esse nome em homenagem à Madeireira Continental. Fui o primeiro corretor de imóveis em toda a região da Grande Dourados, com o registro número 25, no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis; isso, quando o Mato Grosso era estado uno e possuía apenas 24 corretores inscritos. Eu sabia que somente com conhecimento, transparência e seriedade iria prosperar no mercado imobiliário. Assim o fiz, tanto que rapidamente já contava com uma carteira de clientes de imigrantes japoneses e de diversas famílias pioneiras de Dourados.

Tudo era muito difícil, mas, como Operador do Direito, eu passei a atender as famílias de imigrantes japoneses que chegavam em Dourados e não conseguiam comprar imóveis, rurais ou urbanos, por se tratar aqui de faixa de fronteira. Com isso, iniciei uma cruzada para naturalizar os imigrantes japoneses que chegavam à Grande Dourados e tinham interesse em investir em imóveis. Foram longas e cansativas jornadas até o Rio de Janeiro, onde ficava o órgão do Itamaraty responsável pela naturalização dos imigrantes que chegavam ao Brasil.

Pouco tempo depois, em razão do aumento da demanda por administração de imóveis, a Imobiliária Continental já estava localizada em um espaço maior, na avenida Marcelino Pires, esquina com a rua Hayel Bon Faker, antiga rua Bahia. Nesse período, eu ocupava a presidência da Sociedade Nipo-brasileira de Dourados, levando orientações a imigrantes e a filhos de imigrantes que moravam em Dourados, assim como promovendo e fortalecendo a cultura japonesa.

Os dias passavam muito rápido em razão do volume de trabalho, ainda assim meu espírito empreendedor, sempre em busca de novos desafios, me levou a fundar, junto com meus irmãos e sócios, a Pioneira Reflorestadora Matogrossense, a Pirema, em 1970, quando aproveitamos a oportunidade de investimentos nesse setor e passamos a adquirir áreas para reflorestar e comercializar. Fui diretor-administrativo da Pirema, desde sua fundação, empreendimento que gerou importantes resultados.

(…)

Advogando, administrando imóveis, por meio da Imobiliária Continental, e empreendendo, por meio da Pirema, também passei a atuar na regularização de imóveis que estavam, em Dourados, em desconformidade com a legislação. Ao mesmo tempo, a Imobiliária Continental lançava empreendimentos que hoje fazem parte da vida de milhares de douradenses, como o Bairro Vista Alegre, o Bairro Jardim, Jardim Manoel Rasselen, Jardim Faculdade, Residencial Continental I e II e, mais recentemente, um dos grandes cases de sucesso imobiliário da nossa cidade – o Jardim Cristhais.

Apesar dos tantos compromissos profissionais, com tantos desafios a superar, nunca deixei de atender a cidade que me recebeu de braços abertos. Buscava tempo e disposição para atuar, com a mesma seriedade, como delegado do Conselho Regional de Imóveis, o Creci, e fui um dos fundadores da Associação dos Advogados da Região da Grande Dourados. Presidi com dedicação a Associação Douradense das Empresas Imobiliárias e fui conselheiro do Sindicato da Habitação e Condomínios de Mato Grosso do Sul. Fui advogado da Prefeitura de Dourados, na área tributária, de 1968 a 1970, e chefe do Comissariado do Juizado de Menores de 1969 a 1970.

Tenho orgulho especial do trabalho social que sempre desenvolvi, seja na presidência da Sociedade Nipo-brasileira de Dourados, seja no Rotary Clube Douradão, na gestão 1976 a 1978, ou na presidência da Loja Maçônica Antônio João, número 5, na gestão de 1992 a 1993. Meu compromisso com Dourados e com sua sociedade renderam títulos, comendas e monções que estarão sempre nas minhas memórias; só tenho que agradecer o carinho que sempre recebi de todos.

Agradeço por tudo que essa cidade me proporcionou, à qual sempre retribuí com o melhor para o seu desenvolvimento. Mas nada supera a família que constituí em Dourados, ao lado da minha querida esposa, Elisabete, com quem me casei, em 30 de janeiro de 1971, e que me deu as filhas Cristiane e Thais, que, por sua vez, nos presentearam com nossos amados netos, Eduardo Iguma Câmara e Leonardo Iguma Câmara (filhos da Cristiane com Renato Câmara) e a pequena Gabriela Iguma Azambuja( filha da Thais com João Augusto Azambuja). Sou douradense de coração. Amo esta terra. Aqui cheguei menino e fui acolhido.

Empresário Cláudio Iguma declara sua paixão por Dourados: ‘Aqui cheguei menino e fui acolhido’

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