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Dourados: mulher confessa ter ateado fogo em banheiro onde homem morreu carbonizado

Redação –

Gilvan de Assis Figueiredo, de 45 anos, morreu carbonizado durante um incêndio ocorrido na madrugada desta sexta-feira, em um banheiro localizado em um bar na esquina das ruas Alpes e Belo Horizonte, no Jardim Itália, em Dourados. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio qualificado provocado por incêndio criminoso.

Segundo o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada por volta das 5h22 após comunicação feita pelo CIOPS sobre um incêndio com vítima fatal no estabelecimento. A Perícia Técnica e a delegada plantonista estiveram no local para os primeiros levantamentos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a guarnição foi acionada por volta das 4h40 e, ao chegar ao endereço, encontrou um vizinho tentando conter as chamas com baldes de água. O morador, identificado como Maurício Duarte, relatou que ouviu um forte grito por volta das 4h30 e, ao sair para verificar o que acontecia, percebeu que o banheiro estava em chamas. Ele arrombou a porta e iniciou o combate ao fogo até a chegada dos bombeiros.

Outro vizinho, identificado como Renan, informou à polícia que câmeras de segurança de sua residência registraram o momento em que a vítima, aparentemente um homem em situação de rua, entrou no banheiro para se proteger do frio. Segundo ele, as imagens também mostram uma mulher se aproximando do local pouco antes do incêndio e deixando o endereço em seguida.

A perícia, realizada pela perita Belize e pelo agente Genivaldo, apontou preliminarmente que o incêndio teria sido provocado de forma criminosa.

A vítima foi encontrada agachada sobre o vaso sanitário, com o corpo parcialmente carbonizado e coberto por fuligem, o que impossibilitou a identificação imediata. As roupas haviam sido completamente queimadas. No local, os peritos também encontraram indícios da presença de uma segunda pessoa, possivelmente uma mulher.

Após os trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Dourados.

Conforme a investigação, equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG) iniciaram buscas pela suspeita após terem acesso às imagens de segurança. Durante diligências em uma área de mata entre o Jardim Itália e o complexo esportivo Jorge Antonio Salomão, os policiais localizaram Loara de Oliveira Ansini, de 36 anos, acompanhada de Vitor Paulo Machado.

Segundo a polícia, Loara usava roupas semelhantes às da mulher registrada nas imagens. Inicialmente, ela negou participação e chegou a apontar outra mulher, identificada como Mayara, como possível autora do crime, alegando que ela havia discutido com a vítima por causa de R$ 10.

Mayara também foi localizada e negou envolvimento. Em depoimento, afirmou que passou a madrugada na casa de um amigo, que confirmou sua versão à polícia.

Após acareações realizadas no SIG, Loara confessou que esteve no local e utilizou um isqueiro para iluminar o banheiro enquanto procurava pedras de crack. Ela afirmou ainda que ateou fogo em uma sacola que estava no local e deixou o banheiro sem perceber que as chamas haviam se espalhado pelo cômodo.

A suspeita declarou que não viu a vítima no interior do banheiro e que só soube posteriormente que o homem havia morrido carbonizado.

Loara de Oliveira Ansini, de 36 anos, foi autuada em flagrante pelo crime de homicídio qualificado. Segundo a investigação, ela foi a responsável por colocar fogo no banheiro onde a vítima estava no momento do incêndio.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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