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Criança com meningite bacteriana sai de isolamento e apresenta melhora em hospital 

A estudante de 7 anos, internada com meningite bacteriana, saiu do leito de isolamento e apresenta melhora clínica no quadro geral de saúde. A informação foi confirmada ao g1 pela Vigilância Epidemiológica do município na quinta-feira (21).

O caso foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde na última segunda (18). Conforme a notificação, a criança estuda no Instituto Santa Teresinha e foi diagnosticada com um tipo de meningite bacteriana.

Ela segue internada em um leito comum no Hospital Regional do Juruá, mas ainda não há previsão de alta.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, a evolução da paciente continua sendo acompanhada pelo órgão, além do monitoramento às pessoas com quem ela teve contato antes do diagnóstico.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o caso não necessitou de medidas como a suspensão das aulas ou o isolamento da escola pois o tipo de doença identificado não representa necessidade de bloqueio sanitário, conforme os protocolos seguidos pelo Ministério da Saúde.

Criança está sendo acompanhada no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul  — Foto: Rede Amazônica/Mazinho Rogério

Criança está sendo acompanhada no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul — Foto: Rede Amazônica/Mazinho Rogério

Tipo de meningite

A coordenadora da Vigiância Epidemiológica de Cruzeiro do Sul, Rafaela Oliveira, explicou nessa terça-feira (19) que o diagnóstico confirmou que a causa da doença é pela bactéria Streptococcus pneumoniae.

“A meningite é uma doença causada por uma bactéria que atinge principalmente as meninges do cérebro que, se não tratada, pode tornar a forma grave. Porém, a bactéria que a criança foi acometida, de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde, não exige a quimioprofilaxia de contato, porque esse tipo de bactéria não é comum causar surtos, principalmente em ambiente escolar”, explicou.

Além disso, a coordenadora reforçou que devem continuar as medidas preventivas para esse tipo de doença, como a higienização das mãos, etiqueta respiratória e utilizar o ambiente com boa circulação. A principal forma de prevenção para essa doença é através da vacinação.

“A transmissão dessa doença é através de um contato próximo e prolongado. Quando a criança iniciou os sintomas, acho que a última vez que ela foi para a escola foi há muito tempo antes do diagnóstico. A gente segue monitorando os sintomas da comunidade escolar e caso alguém apresente febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, manchas avermelhadas na pele, procure a unidade de saúde”, orientou.

Criança de 7 anos é diagnosticada com meningite bacteriana em Cruzeiro do Sul  — Foto: Arquivo Pessoal

Criança de 7 anos é diagnosticada com meningite bacteriana em Cruzeiro do Sul — Foto: Arquivo Pessoal

Doença

A meningite é uma doença que pode ser confundida com a gripe, mas as sequelas são graves e ela pode até matar. As meninges são as membranas que envolvem todo o sistema nervoso central. A doença ocorre quando há alguma inflamação desse revestimento, causado por micro-organismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes.

Tem uma alta taxa de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos 6 meses depois da doença.

Ela é causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas, segundo o Ministério da Saúde. As meningites virais e bacterianas são as mais importantes para a saúde pública, devido a magnitude de sua ocorrência e o potencial de produzir surtos.

O ministério ressalta ainda que a ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno e das virais na primavera-verão.

Vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite — Foto: Asscom/Semsa Rio Branco

Vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite — Foto: Asscom/Semsa Rio Branco

Sintomas e diagnóstico

Os principais sintomas de meningites bacterianas costumam aparecer em pouco tempo. São eles:

  • Febre alta;
  • Mal-estar;
  • Vômitos;
  • Dor forte de cabeça e no pescoço;
  • Dificuldade para encostar o queixo no peito;
  • Manchas vermelhas espalhadas pelo corpo (em alguns casos).

Nos bebês pode-se também observar:

  • Moleira tensa ou elevada;
  • Gemido quando tocado;
  • Inquietação com choro agudo;
  • Rgidez corporal com movimentos involuntários, ou corpo “mole”, largado.

(Informações g1)

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