Cientistas da Nasa, a Agência Espacial Americana, passaram quase uma semana em alerta após o rover Curiosity ficar com o braço mecânico preso a uma rocha em Marte. O incidente, ocorrido entre 25 de abril e 1º de maio, foi o primeiro do tipo registrado nos 14 anos de operação do veículo no planeta vermelho.
O incidente ocorreu quando o Curiosity perfurava uma rocha chamada “Atacama”, situada na Cratera Gale. O bloco rochoso tinha aproximadamente 45 centímetros de largura, 15 centímetros de espessura e pesava cerca de 13 quilos. Após finalizar a extração de amostras, o rover tentou retrair o braço mecânico, mas a rocha permaneceu presa à estrutura metálica que reveste a broca rotativa.
O pesquisador Bill Farrand, pesquisador do Instituto de Ciências Espaciais do Colorado e que foi um dos colaboradores da missão espacial, comparou a operação a uma “queda de braço” entre o rover e a rocha. Segundo ele, os engenheiros tiveram de elaborar um procedimento inédito para retirar a broca sem comprometer o equipamento.
O problema foi resolvido quando os operadores decidiram inclinar ainda mais o mecanismo enquanto a broca girava e vibrava ao mesmo tempo. Após se soltar logo na primeira manobra, a pedra se soltou e se quebrou em fragmentos menores ao atingir o solo marciano.
Apesar do êxito em liberar o braço do rover, a operação resultou em uma perda já que os resíduos coletados durante a perfuração — que seriam analisados posteriormente — se perderam durante o processo. Agora, os pesquisadores procuram uma nova rocha, considerada mais estável, para substituir a amostra perdida.
Parte dos fragmentos restantes da rocha “Atacama” ainda deverá ser estudada pelo CheMin, sistema responsável por analisar a composição mineral das rochas em Marte. Os dados obtidos devem ser comparados a amostras coletadas em uma área chamada Mineral King, localizada cerca de 160 metros abaixo da posição atual do rover.
(Informações R7)


