O Boletim Epidemiológico da semana 43 divulgado nesta quarta-feira pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde aponta o aumento de notificações para Chikungunya em Dourados. O levamento revela que nas últimas 12 Semanas Epidemiológicas foram registradas 493 notificações de casos suspeitos de Chikungunya e confirmados 141 casos, com destaque negativo para as últimas 3 semana quando foram notificados 153 casos suspeitos da doença.
A boa notícia é que no mesmo período de 12 Semanas Epidemiológicas foram notificados 23 casos suspeitos de Chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, com apenas 2 casos confirmados, o que aponta o controle da epidemia que se instalou nas aldeias Bororó e Jaguapiru no primeiro semestre deste ano. Desde o surgimento da epidemia, a Reserva Indígena contabilizou 3.210 notificações para a doença, com 2.316 casos confirmados e 884 casos descartados.
Até o momento, Dourados tem 10.934 casos notificados para Chikungunya, com 5.313 casos confirmados, 5.491 casos descartados e 130 notificações aguardando classificação. A Taxa de Positividade da doença está em 49,18%, com Taxa de Ataque em 2,06%. “A situação é muito preocupante e estamos mobilizando esforços para ações de combate ao mosquito Aedes aegypti nos bairros com maior incidência de notificações”, ressalta o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo.
Desde o surgimento da epidemia, foram registradas 19 mortes em Dourados em razão de complicações pela Chikungunya e a quase totalidade dos pacientes que perderam a vida apresentava alguma comorbidade. O Boletim Epidemiológico revela ainda que desde o surgimento da epidemia, Dourados registrou 79 casos de Chikungunya entre gestantes.
ARMADILHAS ATIVAS
O Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de Dourados também instalou 1008 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) enviadas pelo Ministério da Saúde para auxiliar no combate à epidemia de Chikungunya no município. As EDLs, que funcionam como “armadilhas” para o mosquito Aedes Aegypti, foram instaladas em imóveis do Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jóquei Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II, Novo Horizonte, Jardim dos Estados, Vila Cachoeirinha, Jardim Água Boa, Jardim Santo André e imediações.
As EDLs são instrumentos que facilitam a disseminação de larvicida pelos próprios mosquitos, entre locais tratados com o larvicida e criadouros não tratados. Trata-se de um pote plástico com água para atrair os mosquitos Aedes, recoberto com tecido preto umedecido, no qual é impregnado um larvicida em pó muito fino. Quando um mosquito adulto pousa na superfície da EDL, partículas do larvicida se aderem às pernas e ao corpo do mosquito. Como as fêmeas de Aedes preferem visitar muitos criadouros para colocar uns poucos ovos em cada um, elas disseminam o larvicida para esses criadouros, que viram armadilhas letais para os mosquitos imaturos.
Essa técnica, além de eficiente, não necessita de grandes investimentos, pois os materiais para a montagem de uma Estação Disseminadora de Larvicida são de baixo custo e fácil aquisição, tanto com os materiais necessários para a montagem, impregnação, instalação e manutenção das EDLs.
DENGUE CONTROLADA
Nas últimas 12 Semanas Epidemiológicas, ou seja, nos últimos 3 meses, foram notificados 27 casos suspeitos de dengue e confirmados apenas 14 casos da doença. Desde o início do ano, Dourados notificou 1.411 casos suspeitos de Dengue, com 946 casos descartados, 160 casos confirmados e 305 notificações em investigação.



