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A Alzheimer é uma das doenças que quanto mais cedo for diagnosticada, melhor será a qualidade de vida do paciente, já que a identificação do quadro traz melhores possibilidades de tratamento. Mesmo com a importância tão grande do diagnóstico, mais da metade dos idosos brasileiros que sofrem com o mal ainda não sabem disso. Porém, uma tecnologia recém-chegada ao Brasil pode ajudar no reconhecimento da doença e identificá-la até 10 anos antes dos primeiros sintomas.

Trata-se do aplicativo Altoida, que foi desenvolvido por neurocientistas suíços ao longo de 17 anos e já estava ativo em outros países. De acordo com o site da empresa, mais de 5 mil idosos já passaram pelos testes disponíveis no app. Os desenvolvedores afirmam que, em 94% dos casos, houve sucesso na identificação de Alzheimer.

O uso do aplicativo não se parece em nada com uma consulta médica ou um teste de sintomas. O app é composto por minijogos, e a única coisa que os idosos devem fazer é jogar os desafios normalmente, como um passatempo. No entanto, enquanto estão jogando, um complexo sistema de inteligência artificial está analisando todos os movimentos realizados dentro dos games – com ajuda dos sensores do smartphone.

Com a análise dos movimentos, o aplicativo opera através de um banco de dados com várias pessoas que jogaram os mesmos jogos. Muitos padrões podem ser percebidos entre os idosos saudáveis e entre os portadores de Alzheimer. Assim, o app consegue aproximar as informações coletadas a um desses dois padrões e antecipar um provável diagnóstico.

A equipe do software deixa claro que não diagnostica os pacientes. O que o app faz é apenas oferecer dados para que algum médico faça a identificação oficial da doença. Mesmo assim, a técnica utilizada pelo aplicativo conta com um enorme respaldo legal e científico. Muitos artigos já atestaram a eficácia e até a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já liberou o método no país.

As tecnologias pessoais e os cuidados com a saúde estão cada vez mais próximos. A especialista em gadgets do portal TECHREVIEWS, Daniele Padrão, aponta que essa aproximação deverá ser ainda maior daqui para frente: “Com a pandemia, as preocupações com a saúde aumentaram em todo o mundo. As empresas de tecnologia já perceberam a tendência e deverão passar a apostar no desenvolvimento de equipamentos e gadgets com funções similares às do Altoida. O smartwatch, por exemplo, pode se tornar uma ótima ferramenta para reconhecimento de padrões corporais”.

Por enquanto, no Brasil, o Altoida está disponível apenas para o sistema iOS, utilizado nos celulares iPhone. Ainda não há previsão de lançamento para Android.

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