O Ministério Público reabriu o caso da morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, na última segunda-feira (18/5), e determinou a designação de um novo promotor de Justiça para denunciar o policial militar (PM) Paulo Junior Soares de Carvalho por homicídio. Mbaye foi morto baleado em uma operação na região do Brás, no centro de São Paulo, em abril do ano passado.
O processo sobre a morte do comerciante estava arquivado desde fevereiro deste ano. Na ocasião, a Justiça acatou um pedido do MPSP, que entendeu que o sargento da PM agiu em legítima defesa. Agora, porém, o Procurador-Geral da Justiça (PGJ) determinou pela denúncia do PM por homicídio e a reabertura do processo.Play Video
Mbaye foi morto após ser baleado durante uma confusão por causa de mercadorias, na Rua Joaquim Nabuco, em 11 de abril. Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram o ambulante com uma barra de ferro, defendendo suas mercadorias durante uma abordagem, quando os policiais intervieram e atiraram.






Segundo a PM, na ocasião, agentes ajudavam a Prefeitura de São Paulo na fiscalização do comércio local, quando abordaram a vítima por volta das 14h. A corporação alegou que o homem reagiu à abordagem atacando os policiais, e os agentes precisaram intervir.
O comerciante baleado foi encaminhado ao Hospital Santa Casa, mas não resistiu. Um policial militar também ficou ferido na ação e foi levado ao Hospital Nossa Senhora do Pari. O estado de saúde dele não foi divulgado.
Não estava vendendo
Em um vídeo divulgado em junho do ano passado pelo Metrópoles, é possível ver o início da ação da PM que resultou na morte de Ngange Mbaye. Nas imagens, captadas por câmeras de segurança de um restaurante, é possível ver que o ambulante não estava vendendo quando foi abordado pelos policiais.
Mbaye havia acabado de almoçar. Ele pagou a conta e cruzou com alguns policiais no caminho até a rua, onde estava o carrinho de mercadorias. Nesse momento, é possível ver os PMs abordando o ambulante.
No mesmo dia da confusão, comerciantes organizaram um protesto no bairro do Brás, no centro de São Paulo. A ação popular resultou, no entanto, em confronto com tropas de Choque da PM.
(Informações Metrópoles)




