Brígido Ibanhes: Que vida é essa, a nossa?

Brígido Ibanhes – escritor –
Eu, como você, fui colocado neste mundo numa bolha de mistério que não vem ao caso; o importante é que aqui estamos. Fazendo o quê? Vivendo o quê? Nasci no meio de uma disputa por poder, quando tiroteavam em frente da nossa casa numa revolução no país vizinho, Paraguai, e desde então a minha vida tem sido acompanhar uma disputa diária, de contendas religiosas, brigas e disputas políticas e crimes hediondos, aqui no Brasil. Essas brigas, contendas e disputas estão espalhadas pelo mundo todo, afligindo a humanidade de uma maneira profunda e traumática. Que vida é essa? Que mundo é esse? São prenúncios do fim do mundo? E, nós vamos aceitar isso tranquilamente? Os corruptos e criminosos de altos tacões são protegidos enquanto o povo apanha nas ruas: que justiça é essa? Não temos paz um dia sequer; os jornais, as tevês e a mídia em geral vivem de enxugar sangue e corrupção. É essa a vida que queremos? Será que não está na hora da gente, que anseia por um mundo de paz e felicidade, dar um basta a tudo isso? O mundo é uma humanidade só, e tenho certeza de que boa parte sofre pela pobreza, tanto material como intelectual, sendo que todos têm os mesmos direitos sob o sol. É preciso formar uma corrente mundial pela felicidade e pressionar os sistemas de vivência política em todos os países para mudanças estruturais em direção de uma formação de uma nova humanidade, justa e fraterna. Os briguentos, os soberbos, os ambiciosos e perversos que sejam pressionados a guardar suas armas, porque senão, mais anos menos anos, todos seremos incendiados pelo ódio e conflitos. Se aparece alguém querendo fazer o bem, tentando mudar o rumo desta devastação humana, logo ele é contestado pelos sistemas atuais, criminalizado, e o jogam no ostracismo; poucos sobrevivem à barbárie. Isso porque poucas andorinhas não fazem o verão; é preciso que haja uma revoada de escurecer os céus para que os malfeitores sintam o poder dessa busca por um verão com mar azul de dia e brisa amena à noite para todos. Sou apenas uma pessoa entre bilhões, e não tenho o poder de convocar os candidatos à felicidade a se apresentarem, mas sei que em todos os cantos deste planeta tem gente capaz de entender o momento em que vivemos e realizar esse chamamento para a criação de um novo céu e uma nova terra. E se você acredita em Deus, tenha certeza de que Ele está se irando com esta situação de perversidades; e, se não acredita, acredite em você que veio a este mundo para ser feliz também.



