Um menino de 1 ano e 4 meses morreu na manhã desta quarta-feira (22) depois de prender a cabeça em uma grade dentro de uma creche
O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e é investigado pelo 8º Distrito Policial (Brás). Creche Luz do Brás, fica localizada na região da Mooca, na Zona Leste de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, a criança, identificada como Abdoulaye Dieng estava participando de uma atividade recreativa quando se aproximou de uma grade instalada em uma parede da creche. Ela teria colocado a cabeça no espaço entre a grade e a alvenaria e não conseguiu se soltar. Funcionários retiraram o menino e pediram socorro.
Segundo apuração da TV Globo, exames realizados na unidade de saúde não detectaram fraturas, mas os pais do bebê encontraram machucados no corpo dele, segundo o advogado que os representa. A família é natural do Senegal.
De acordo com nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP), “policiais militares que realizavam patrulhamento pela região foram abordados por funcionários da creche, que já estavam socorrendo a criança à UPA Mooca”.
Ainda de acordo com o registro policial, uma equipe da Polícia Militar foi acionada por volta das 9h20, depois de ser abordada por funcionárias da unidade que saíam da creche carregando a criança no colo. O menino foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca, mas não resistiu e morreu na unidade de saúde.
O boletim de ocorrência lista como investigadas cinco funcionários da instituição de ensino, entre elas a diretora e a coordenadora. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. A polícia afirma que aguarda os laudos periciais e realizará outras diligências para esclarecer as circunstâncias do acidente.
A Polícia Civil informou ainda que o local foi preservado para realização de perícia pelo Instituto de Criminalística (IC). Também foi solicitado exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML), que deve ajudar a esclarecer a causa da morte. O caso foi registrado como homicídio culposo no 8° DP (Brás).
O advogado Erson de Oliveira, que representa os pais do menino, afirma que a família vai buscar reparação na Justiça. “A defesa vai acompanhar a ação penal, cobrar posicionamento firme da polícia e paralelamente ao processo criminal ajuizaremos a ação civil em busca de indenização”, ele disse.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) lamentou profundamente o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e disse que equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) estão prestando o suporte necessário à família.
“As circunstâncias da ocorrência no CEI parceiro Luz do Brás estão sendo rigorosamente apuradas pelos órgãos competentes. A Secretaria colabora integralmente com as investigações e adotará todas as providências cabíveis após a conclusão da apuração dos fatos. A criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Mooca na manhã desta quarta-feira (22), onde recebeu atendimento da equipe médica. Apesar de todos os esforços assistenciais, o óbito foi confirmado na unidade, segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).”



