A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) defendeu o Pix nesta terça-feira (2), em nota sobre as críticas dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro — considerado pelo governo de Donald Trump como uma prática comercial “desleal”.
No comunicado, a Febraban afirma que as avaliações dos EUA resultam de informações “incompletas” sobre os objetivos e funcionamento do Pix. A entidade também nega as alegações de que o Pix seja discriminatório e chama atenção para o modelo aberto.
“O Pix é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e consequentemente da atividade econômica” destaca.
A Febraban destaca ainda a “ampla cooperação” das instituições financeiras no desenvolvimento do Pix, que funciona como uma plataforma aberta disponível para todos os residentes no Brasil, brasileiros e estrangeiros, pessoas físicas e empresas. O sistema instantâneo é gratuito para PFs, mas pode ser cobrado das pessoas jurídicas, sem discriminação entre brasileiras e estrangeiras.
“O Pix tem contribuído enormemente para a inclusão financeira, reduzindo o custo e ampliando o alcance do sistema de pagamentos que já era bastante eficiente em nosso país”, argumenta, citando ainda os benefícios para eficiência das empresas, que facilita o processo de recebimento e cobrança, em particular nas operações de baixo custo.
A Febraban diz ter “boa expectativa” de que as contribuições do BC e das instituições financeiras, incluindo bancos americanos, vão ajudar no esclarecimento das conclusões do USTR, em sistema de audiência pública, que continua aberto.
Entenda a nova tarifa
Durante a madrugada, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês) propôs uma nova tarifa de 25% sobre exportações brasileiras a partir de 15 de julho, após uma investigação sobre supostas práticas desleais do Brasil. Na minuta, o órgão cita o Pix múltiplas vezes como um instrumento que bloqueia a concorrência de empresas americanas.
Representantes do setor financeiro consideram improvável que o Brasil responda com restrições mais duras ao Pix, embora não descartem reforço nas políticas contra crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.
(Informações R7)




