Parque Ambiental Rego D'água

Enrascado em denúncias no Ministério Público Estadual de que teria participado de Organização Criminosa (Orcrim) que desviou cerca de R$ 1 milhão dos cofres públicos quando presidia a Câmara Municipal, em 2019 e 2020, no caso conhecido como “farra da publicidade”, o prefeito Alan Guedes (PP), pelo visto, anda preocupado com sua segurança pessoal e, nem tanto, com a da população de Dourados.

Enquanto conta com três guardas municipais à paisana fazendo sua segurança, uma na recepção do Gabinete chefiado por Alfredo Barbara (também suspeito de integrar a Orcrim), e viatura fixa com três GMs à noite toda na frente de sua casa, Alan Guedes autorizou o fechamento do posto de serviço da Guarda Municipal no Parque Ambiental Rego D´água.

O prefeito também questiona ordem judicial obrigando a Prefeitura a convocar remanescentes do concurso público da Guarda Municipal, que trabalha com déficit de efetivo e de estrutura para atender a cidade.

Além dos quatro guardas municipais fora da farda atendendo interesses pessoais de Alan Guedes, um quinto está à disposição do vice-prefeito Guto Moreira (PL).

Quem também anda useiro e vezeiro dos serviços da GM é o presidente da Câmara Laudir Munaretto (MDB), embora negue desmentindo àqueles que lhe dão segurança à sua residência, com rondas noturnas. Polaco, como é chamado, é outro suspeito na farra da publicidade.

Entre guardas municipais já há insatisfação quanto ao zelo dos empoderados de ocasião:  “Safadeza. Deixamos de fazer rondas em vários patrimônios públicos para cuidar da casa deles”, disse um deles à Folha de Dourados.

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