O adolescente Caio Vinicius de Oliveira, de 15 anos, morreu nesta quinta-feira (25), um dia após ter sido atendido e liberado na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).
O caso foi registrado como morte natural, mas a família questiona a conduta médica e o socorro prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na UPA da Vila Prado, em São Carlos-SP.
Segundo a mãe, Beatris Regina de Lima, de 39 anos, Caio passou mal e desmaiou em casa nesta madrugada. Ele foi atendido por uma equipe do Samu e por um médico da Unidade de Suporte Avançado (USA), mas não resistiu.
m nota, a Prefeitura de São Carlos informou que o adolescente deu entrada na UPA da Vila Prado às 5h17 de quarta, e foi liberado duas horas depois porque não apresentava sinais graves, segundo a equipe médica. (Veja abaixo o posicionamento)
Jovem saudável
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Caio Vinicius de Oliveira morreu um dia após passar por atendimento médico na UPA da Vila Prado, em São Carlos — Foto: Arquivo pessoal
Beatris afirmou que Caio era saudável e manteve a rotina normalmente na terça-feira (23). O adolescente apresentou vômitos e fortes dores abdominais na madrugada de quarta-feira (24), e foi levado de carro à UPA.
“A médica não fez nada, nem relou nele. Só olhou para ele e medicou. Eu falei que ele não parava de vomitar, estava com muita dor na barriga. Ele não parava de se contorcer na frente dela. Retornei e falei que não dava para levar ele embora e deram outra medicação. Uma delas disse que deveria ser uma virose”, disse.
A mãe informou que apesar da persistência dos sintomas, nenhum exame foi solicitado e duas médicas não teriam realizado avaliação detalhada do adolescente.
Atendimento e liberação em UPA
De acordo com Beatris, a unidade estava vazia e o atendimento foi rápido. Ela afirma ter informado à equipe médica que o adolescente sentia muita dor e não parava de vomitar.
Ainda segundo a mãe, Caio recebeu medicações na veia, entre elas dipirona, mas continuou se queixando de dor. Ela retornou ao consultório para informar que o filho não havia melhorado. Depois disso, uma nova medicação com decadron e dramin foi administrada.
Após receber os medicamentos, Caio disse que a dor havia amenizado e foi liberado para voltar para casa.
Durante o restante do dia, segundo a mãe, o adolescente permaneceu debilitado, com fraqueza e dificuldade para ficar em pé. Ele comeu uma refeição leve e tomou bebida isotônica para reidratação.
Mas, na madrugada de quinta, o quadro piorou. Beatriz relatou que o filho a chamou dizendo que estava com dor no peito e tontura. Pouco depois, ele perdeu a consciência no sofá da sala da família.
“Ele dormiu por volta das 21h, mas por volta das 3h ele me chamou e quis ir para o sofá. Depois de um tempo ele me gritou e fui correndo ver, ele disse que estava com dor no peito e caiu de lado no sofá já com a boca branca”, disse.
O corpo da vítima será velado no Velório Nossa Senhora do Carmo, na sexta-feira (26), das 10h às 14h. Em seguida, o sepultamento acontece no Cemitério Santo Antônio, em São Carlos.
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Jovem foi atendido na UPA da Vila Prado de São Carlos — Foto: Lourival Izaque/g1


