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Acusado de assassinar ex na frente da filha é condenado a mais de 50 anos de prisão

Jairton Silveira Bezerra, de 46 anos, foi condenado a mais de 50 anos de prisão por matar a ex-mulher Paula Gomes da Costa, de 33 anos, na frente da filha e por não aceitar o fim do relacionamento.

O crime foi cometido em outubro de 2024, e o resultado do júri popular saiu no início da noite da terça-feira (28) Cidade da Justiça, em Rio Branco.

Jairton foi condenado a 54 anos de prisão em regime inicial fechado por feminicídio, qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima na presença de descendente com intenção de matar em contexto de violência doméstica. Ele não pode recorrer da sentença em liberdade.

👉 Contexto: Jairton assassinou a ex-companheira a facadas, na frente da filha de 6 anos no bairro Alto Alegre em Rio Branco, em 27 de outubro de 2024, após não aceitar o fim do relacionamento. O ex-marido também já havia agredido a vítima em outras ocasiões e descumpriu a medida protetiva que ela tinha.

A defesa do acusado confirmou que vai recorrer da sentença porque a pena foi acima do esperado.

O julgamento estava marcado para ocorrer na última sexta (24), contudo, foi adiado e remarcado para esta terça.

Ao g1 pela manhã na Cidade da Justiça, a família de Paula cobrou justiça com cartazes e blusas com a foto dela e relembrou a violência do crime.

“Minha irmã era uma pessoa muito querida na família, era de casa para o trabalho, do trabalho para casa. A saudade vem e fica um buraco, ainda mais quando olho para a filha dela que escreve o nome da mãe por todo o quarto da minha mãe. Está sendo um pesadelo muito grande”, disse Cristina Silva, irmã de Paula.

Patrícia Silva, também irmã de Paula, disse que a condenação traz um sentimento de justiça à família. Contudo, ela queria uma pena maior. “Vai pagar pelo crime que cometeu, justiça foi feita de alguma forma”, resumiu.

Justiça julga hoje acusado de matar ex-mulher na frente da filha

Processo

Em janeiro de 2025, a Justiça aceitou a denúncia do MP e tornou Jairton réu no processo. Em junho do mesmo ano, o juiz Alesson Braz decidiu que ele fosse a júri popular, por entender que haver indícios suficientes para que o caso seja julgado pelo Conselho de Sentença.

À época, a defesa tentou mudar a acusação para homicídio qualificado, mas o pedido foi negado. Também foram rejeitados os pedidos para que o acusado respondesse ao processo em liberdade ou tivesse a prisão substituída por outras medidas.

Já em novembro, a defesa de Jairton teve negado o recurso que pedia a retirada da qualificadora de feminicídio, para que ele fosse julgado apenas por homicídio qualificado. A primeira audiência chegou a ser adiada em maio do ano passado.

(Informações g1)

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