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PCC planeja matar 4 juízes de MS

Polícia – 28/04/2008

Três juízes e uma desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) estão marcados para morrer. Os atentados, articulados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), estão planejados para o dia 1º de maio. Os alvos são o juiz da 2ª Vara de Execuções Penais, Francisco Gerardo, e a desembargadora Marilza Lúcia Fortes, que atuam em Campo Grande, além do juiz da Vara de Execuções Criminais de Dourados, Celso Antônio Schuch dos Santos, conforme apurou o jornal O Estado. O quarto alvo é um juiz de Campo Grande, que tem seu nome mantido em sigilo. Os três juízes e a desembargadora foram escolhidos pela organização criminosa pela rigidez no combate ao crime organizado. O plano foi descoberto a partir de escutas telefônicas feitas pelo Serviço Reservado da Polícia Militar (PM) e pela Polícia Federal (PF). Ontem, o juiz Francisco Gerardo confirmou à reportagem que foi alertado sobre o fato pela polícia e disse que não poderia dar mais informações sobre o assunto. A reportagem do jornal O Estado apurou que a ofensiva dos criminosos seria uma forma de o PCC demonstrar seu poder em Mato Grosso do Sul, além de “comemorar” os dois anos da mega-rebelião deflagrada em 2006 em penitenciárias de MS e São Paulo. Na ocasião, rebeliões iniciadas em São Paulo migraram para MS e atingiram o Estabelecimento de Segurança Máxima de Campo Grande, o Estabelecimento de Segurança Máxima Harry Amorim Costa, em Dourados, o Estabelecimento Penal de Segurança Média de Corumbá e o de Três Lagoas. O assunto é tratado com cautela pela polícia, que já providenciou segurança para os magistrados ameaçados pela operação do PCC, organização criminosa que atua em presídios do País. A escolha do dia 1º de maio para os atentados foi uma tentativa de despistar a polícia, uma vez que a ofensiva do PCC em 2006 ocorreu no dia 14 do mesmo mês. No início deste ano, o Serviço Reservado da PM já havia rastreado conversas telefônicas em que criminosos faziam planos para atacar dois juízes de Campo Grande. Recentemente, em datas não reveladas, novos grampos levaram à descoberta dos planos do PCC de atacar os juízes e a desembargadora no dia 1º de maio Os alvos dos criminosos foram comunicados pela polícia sobre os planos dos criminosos. Essas quatro pessoas passaram a ter escolta policial. O juiz da Vara de Execuções Criminais de Dourados, Celso Antônio Schuch dos Santos, acredita que todos os juizes que julgam processos contra os membros do PCC sejam alvos do grupo. Essa não é a primeira vez que Schuch é alertado sobre o risco de atentados. Há mais de dois anos ele anda com escolta policial. Entretanto, nos últimos dias aumentou o número de policiais militares que garantem sua segurança. Além dos atentados contra os magistrados, o Serviço Reservado da PM e da Polícia Federal descobriram que os criminosos também planejam atacar policiais militares em Campo Grande e Dourados. Delegacias e postos da PM também estariam na mira dos criminosos. Há indícios de que os atentados contariam com a participação dos criminosos que, na noite de 13 deste mês, promoveram um atentado contra o Presídio Federal de Campo Grande, situado na saída para Sidrolândia, na região sul da Capital. Na ocasião, pelo menos oito homens armados com fuzis 762 efetuaram disparos contras as torres da unidade prisional. Agentes penitenciários que trabalhavam no local dizem que um helicóptero se aproximou durante a troca de tiros. Todos os policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul receberam as informações sobre os planos do PCC e estão em estado de alerta. O jornal O Estado apurou que todas as folgas e férias foram suspensas para que todo o efetivo esteja disponível para entrar rapidamente em ação. Além disso, pentes-finos nos presídios e delegacias de Campo Grande e Dourados vêm sendo realizados em sigilo quase que diariamente. Os atentados estão sendo planejados por integrantes do PCC de Mato Grosso do Sul e desta vez não teria participação das lideranças do grupo, que fica em São Paulo, conforme o Serviço Reservado da PM. O secretário de Estado de Justiça e segurança Pública (Sejusp), Wantuir Jacini, foi procurado ontem mas não foi localizado.

Fonte: Alessandro Perin/O Estado MS

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