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Provas do Senado podem ser anuladas

Concurso – 18/11/2008

A professora universitária Nájla Saghie estudou meses para o concurso do Senado Federal. Acostumada a fazer provas desse tipo, a professora sentiu falta de uma fiscalização mais rígida.“Faltou um detector de metais no banheiro, uma fiscal para observar a entrada e a saída. Eu poderia ficar bastante tempo lá, não havia ninguém para ouvir barulho de papel, livro, embrulho ou coisas do tipo”, comenta. As salas estavam lotadas. Além disso, não havia cadernos de prova diferentes. “O caderno era o mesmo. Então, o pessoal podia estar olhando para a sua prova e você não iria saber. Também poderiam estar olhando para a própria prova e para a sua ao mesmo tempo”, teme o estudante Pablo Scalia.Quase 43 mil pessoas disputam 150 vagas para o Senado. O Ministério Público Federal quer a anulação das provas discursivas realizadas no dia 9 deste mês. E cobra um novo edital para os cargos de consultor de orçamentos e advogado, que têm prova neste domingo (23). O Ministério Público Federal afirma que os critérios de correção e pontuação não foram divulgados com antecedência. Por isso, pede a realização de novas provas. Quanto aos exames que ainda não foram feitos, o Ministério Público quer a publicação de um edital complementar com os critérios de correção das provas discursivas. Os pedidos vão ser analisados pela Justiça Federal, mas alguns alunos já se anteciparam. O professor Diego Amorim recebeu 27 procurações e vai entrar na Justiça pedindo a anulação do concurso. “Todos os alunos que estudaram no nosso cursinho se sentiram prejudicados. A maioria deles pela falta de isonomia na prova. Por isso, a gente resolveu ajudá-los nesse aspecto”, garante. O diretor adjunto do Senado afirma que ainda não foi informado sobre o pedido do Ministério Público Federal. Mas que todas as recomendações serão acatadas. Já a Fundação Getúlio Vargas, que fez as provas, alega que ainda não tomou conhecimento da ação

Fonte: G1

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