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Carta à sociedade brasileira – Em defesa da soberania popular, da legalidade das eleições e da democracia

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e seus sindicatos filiados vêm a público reafirmar seu compromisso intransigente com a Constituição Federal, a soberania nacional, a democracia e o respeito à vontade soberana do povo brasileiro, expressa nas eleições presidenciais de 25 de outubro de 2026.

O Brasil não pode permanecer refém dos interesses de uma família de políticos que insiste em colocar suas ambições de poder acima da Nação, das instituições republicanas e da Constituição. Nenhum projeto pessoal, familiar ou partidário pode se sobrepor à decisão democrática de milhões de brasileiros.

O país já enfrentou, após as eleições de 2022, uma campanha de contestação do resultado das urnas que culminou nos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. A resposta das instituições, com a responsabilização dos envolvidos nos termos da lei e do devido processo legal, demonstrou que a democracia brasileira não se submete à violência nem à ruptura da ordem constitucional.

Agora, diante de um novo resultado eleitoral, assistimos a tentativas de repetir a estratégia de lançar suspeitas infundadas sobre a votação, desacreditar a Justiça Eleitoral e estimular a desconfiança na vontade soberana dos eleitores.

É preciso destacar um fato que evidencia a inconsistência dessas acusações: as eleições de 2026 foram conduzidas pelo Tribunal Superior Eleitoral sob a presidência de Kassio Nunes Marques e a vice-presidência de André Mendonça, ambos ministros do Supremo Tribunal Federal indicados pelo próprio Jair Bolsonaro. A Justiça Eleitoral, sob esse comando, proclamou o resultado das urnas e reafirmou a legitimidade da votação.

A tentativa de desqualificar o processo simplesmente porque seu resultado contrariou os interesses da família Bolsonaro revela o caráter político dessas acusações. Não se pode aceitar a democracia apenas quando se vence, nem transformar uma derrota eleitoral em pretexto para desacreditar as instituições.

Repudiamos igualmente qualquer tentativa de buscar apoio ou interferência de governos estrangeiros para constranger as instituições brasileiras ou subordinar nossas decisões políticas a interesses externos. O Brasil não pode ser colocado de joelhos diante de governos ou interesses econômicos estrangeiros. Somos uma nação soberana, e nosso destino pertence exclusivamente ao povo brasileiro.

A sociedade brasileira não pode mais tolerar comportamentos antidemocráticos, ameaças às instituições e tentativas de transformar disputas eleitorais legítimas em crises artificiais. A divergência política é um direito; a contestação pelos meios legais também. O que não se admite é utilizar acusações sem provas, intimidação, violência ou articulações golpistas para desrespeitar o resultado das urnas.

Como entidades representativas dos jornalistas brasileiros, reafirmamos que a liberdade de imprensa, o exercício independente do Jornalismo e o direito da sociedade à informação são pilares fundamentais da democracia. Defender a integridade do processo eleitoral também significa combater a desinformação e proteger jornalistas e comunicadores contra ameaças, agressões e perseguições.

A FENAJ e seus sindicatos filiados também conclamam o presidente Lula, reeleito pela vontade soberana do povo brasileiro, a abrir um canal permanente de diálogo com a representação nacional dos jornalistas. Esperamos que o novo governo receba a Federação para ouvir as reivindicações da categoria e acolher pautas históricas, como a valorização profissional, o combate à precarização do trabalho, a defesa da formação superior, uma nova regulamentação da profissão, a regulação das plataformas digitais e a construção de políticas públicas de financiamento e fortalecimento do Jornalismo. Queremos contribuir com os rumos do Brasil, colocando nossa experiência e nosso compromisso com a democracia a serviço de um país mais justo, plural e soberano.

O 8 de janeiro deixou uma lição que não pode ser esquecida: não há espaço para golpes de Estado no Brasil. Qualquer nova tentativa de ruptura democrática deverá encontrar a firme resposta das instituições, dentro da Constituição e da lei, e a mobilização pacífica, democrática e determinada do povo brasileiro nas ruas.

A FENAJ e seus sindicatos filiados conclamam os jornalistas, os trabalhadores, os movimentos sociais, as entidades democráticas e toda a sociedade brasileira a permanecerem vigilantes na defesa da ordem constitucional, da soberania nacional e do respeito à decisão popular.

A vontade do povo expressa nas urnas deve prevalecer. A Constituição deve ser respeitada. A soberania nacional não está à venda. E a democracia brasileira não será novamente ameaçada impunemente.

NÃO AO GOLPISMO!
RESPEITO ÀS URNAS!
EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA SOBERANIA DO BRASIL!

Federação Nacional dos Jornalistas — FENAJ
Sindicatos de Jornalistas Filiados

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