Redação –
O homem em situação de rua suspeito de atacar mulheres nos semáforos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, foi internado compulsoriamente nesta quarta-feira (28). O estrangeiro, de 25 anos, já havia sido detido pela polícia, mas acabou liberado por falta de boletins de ocorrência e de situação de flagrante.
Segundo informações do Jornal Midiamax, o homem recebia acompanhamento do Serviço Atenda, da Prefeitura de Campo Grande, voltado ao atendimento de pessoas em situação de rua com transtornos mentais graves.
Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) informou que havia um pedido de internação compulsória, efetivado na quarta-feira. Após a medida, ele foi encaminhado ao Caps Guanandi para acompanhamento.
O homem vive em um espaço da rede pluvial no córrego da Ernesto Geisel, próximo à Avenida Afonso Pena, e costuma ser visto abordando motoristas nos semáforos da região. Nos últimos dias, surgiram relatos de supostas agressões, principalmente contra mulheres.
Detido e liberado
Conforme apuração do Midiamax, o suspeito chegou a ser detido em duas ocasiões, mas foi liberado porque não havia registros formais das agressões nem elementos que justificassem a manutenção da prisão.
Na segunda-feira (19), uma câmera flagrou o homem tentando agredir uma motorista após ela informar que não tinha dinheiro. O vídeo foi compartilhado nas redes sociais e repercutiu, levando outras pessoas a relatarem situações semelhantes.
Um motociclista de aplicativo, de 29 anos, contou ao jornal que precisou desviar do homem para seguir pelo trecho. Ele também afirmou ter presenciado outras situações em que o suspeito teria avançado contra mulheres paradas no semáforo.
Uma motorista relatou ainda que o homem teria praticado ato obsceno em frente a condutores após não conseguir dinheiro. Outras testemunhas disseram tê-lo visto sem roupas no canteiro central da avenida.
Os relatos anteriores, segundo a reportagem, não haviam sido formalizados por meio de boletins de ocorrência. Com a internação compulsória, o homem foi encaminhado para acompanhamento no serviço de saúde mental.


