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Política

Convenção de Reinaldo e Riedel foi ignorada por lideranças ou escondeu Flávio Bolsonaro?

Convenção de Reinaldo e Riedel foi ignorada por lideranças ou escondeu Flávio Bolsonaro?
Riedel e Reinaldo - Fotos: divulgação

José Henrique Marques –

A Federação União Progressista, que arregimentou outros sete partidos em torno do projeto de reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e da eleição do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) ao Senado, reuniu com muita pompa três mil pessoas, na convenção de sábado (1), em Campo Grande.

Contudo, além do visível constrangimento do senador Nelsinho Trad (PSD), preterido pelos “iguais” até do processo eleitoral (primeiro, deixaram-no sem chapas de deputados estaduais e federais) e, assim, obrigado a renunciar a reeleição, chamou também a atenção dos observadores a ausência de lideranças da primeira prateleira no evento: ninguém do comando nacional dos partidos pisou em MS para prestigiar Riedel e Reinaldo.

visível, o constrangimento do senador Nelsinho Trad (PSD), preterido pelos “iguais” até do processo eleitoral (primeiro, deixaram-no sem chapas de deputados estaduais e federais)

A senadora Teresa Cristina (PP), cortejada para ser candidata a vice-presidente da Flávio Bolsonaro, é de Mato Grosso do Sul. Então, a presença dela era óbvia.

Faltou Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Faltou Ciro Nogueira, presidente do PP. E faltou, principalmente, o presidenciável Flávio Bolsonaro, também do PL. Seria receio do desgaste das três lideranças envolvidas em escândalos de corrupção? A ausência escancara duas verdades.

Faltou Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Faltou Ciro Nogueira, presidente do PP. E faltou, principalmente, o presidenciável Flávio Bolsonaro

Talvez, Reinaldo e Eduardo não querem Flávio Bolsonaro por perto. Preferem esconder o presidenciável receosos da alta rejeição dele e preocupados com a candidatura ao governo do neopetista, Fábio Trad, que cresce nas pesquisas atraindo setores importantes dos espectros do centro e da centro-direita, alijados da hegemonia do “azambujismo” em Mato Grosso do Sul.

Fábio Trad cresce nas pesquisas atraindo setores importantes dos espectros do centro e da centro-direita, alijados da hegemonia do “azambujismo” em Mato Grosso do Sul

Assim, optaram por um palanque morno a assumir de vez o a candidatura do enroscado filho de Jair Bolsonaro, no primeiro turno. Riedel e Reinaldo acreditam que, aqui, não haverá segundo turno, mas que a Presidência da República entre Lula e Flavio será decidida no segundo turno.

Em outra hipótese, Mato Grosso do Sul não é prioridade para a direção nacional do PL. Se fosse, Valdemar e Flávio teriam vindo ao Estado, um dos berços do agronegócio, e que tem dois candidatos ao Senado: Capitão Contar ao lado do ex-governador. PL/PP fizeram festa grande sem o dono da festa. O recado de Brasília foi claro: desdenho.

Mato Grosso do Sul não é prioridade para a direção nacional do PL. Se fosse, Valdemar e Flávio teriam vindo ao Estado, um dos berços do agronegócio, e que tem dois candidatos ao Senado

Palco de uma das disputas mais emblemáticas do país (agronegócio e Teresa Cristina), com duas vagas ao Senado em jogo, a Federação reuniu governador, ex-governador e 9 partidos. Montou um palanque forte no papel. Mas “esqueceu” de chamar Brasília ou foi ignorada.

Convenção de Reinaldo e Riedel foi ignorada por lideranças ou escondeu Flávio Bolsonaro?
Senadora Teresa Cristina, do PP de MS, liderança nacional solo na convenção

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