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Guarda Municipal denunciam coação para pagar internet, ar e reforma da base em MS

Além do suposto esquema de trocas de serviços particulares por folgas, servidores da Base Anhanduizinho da GCM (Guarda Civil Metropolitana), em Campo Grande, estariam sendo obrigados a contribuir mensalmente com dinheiro para custear despesas de funcionamento da unidade, como manutenção de aparelhos de ar-condicionado e pagamento da internet utilizada no serviço.

Conforme o apurado pela reportagem, os valores seriam transferidos via PIX diretamente para a conta bancária do gestor da base, Adriano Vassalo Gimenez. Conforme os relatos, não haveria prestação de contas sobre o destino do dinheiro arrecadado.

De acordo com um dos denunciantes, cerca de quatro equipes, com pelo menos cinco guardas cada, atuam na unidade e todos seriam cobrados mensalmente.

“Os guardas já não têm uma boa condição financeira e acabam pagando de forma compulsória para não serem os únicos a não contribuir. Eles se sentem coagidos”, afirmou.

Guarda Municipal denunciam coação para pagar internet, ar e reforma da base em MS

(Repórter Top)

Ainda conforme a denúncia, além de custear despesas da unidade, os próprios servidores utilizariam celulares particulares para registrar ocorrências no Sistema SICOP, ferramenta utilizada pela corporação, e também pagariam pela internet necessária para o desempenho das atividades.

Os denunciantes afirmam que a prática transfere aos servidores despesas que deveriam ser custeadas exclusivamente pelo município.

“O município é quem deveria fornecer equipamentos, internet, infraestrutura e todos os recursos necessários para o funcionamento da base. É inadmissível que servidores tenham que usar patrimônio próprio e pagar para trabalhar”, afirma o denunciante.

Outro ponto levantado é a forma como os pagamentos são realizados. Segundo os relatos, os depósitos são feitos diretamente na conta particular do gestor da unidade.

“Ele nunca fez prestação de contas. Simplesmente recebia todos os PIX. Ninguém sabe se realmente está indo para o que ele informa”, explicou.

A denúncia também cita a sub-base localizada no Bairro Paulo Coelho Machado, que seria administrada pelo mesmo gestor. Conforme o relato, os guardas também teriam participado de melhorias na estrutura da unidade e haveria cobranças relacionadas ao fornecimento de internet.

A nova denúncia surge dias após o TopMídiaNews divulgar relatos envolvendo o mesmo gestor. Na ocasião, servidores afirmaram que Adriano Vassalo Gimenez teria concedido folgas em troca da realização de serviços particulares em sua residência, como reformas, pintura, manutenção de eletrodomésticos e consertos de veículos.

Segundo os denunciantes, os servidores deixariam de trabalhar para executar os serviços e, posteriormente, assinariam as folhas de frequência como se tivessem cumprido normalmente a jornada, situação que, conforme os relatos, pode configurar fraude contra a administração pública.

A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para esclarecer esta nova denúncia, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação da administração municipal e do gestor citado.

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