Desde 1968 - Ano 56

23.9 C
Dourados

Desde 1968 - Ano 58

InícioEstadoMS: Justiça nega pedido de liberdade de empresária investigada por fraudes

MS: Justiça nega pedido de liberdade de empresária investigada por fraudes

Redação –

A Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido de revogação da prisão preventiva da empresária Rhayne Souza Fanaia, investigada na Operação Gutenberg, que apura um suposto esquema de fraudes em compras públicas na área da Educação em diversos municípios do Estado.

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a empresária teria atuado como “laranja” da Editora Avante, empresa apontada como peça central do esquema que movimentou cerca de R$ 27 milhões em contratos para fornecimento de livros didáticos, muitos deles firmados sem processo licitatório.

De acordo com a decisão judicial, a defesa solicitou a revogação da prisão preventiva e a substituição da medida por medidas cautelares. No entanto, o magistrado entendeu que não havia elementos para conceder o pedido. Outras solicitações apresentadas pelos advogados também não foram analisadas, sob o entendimento de que deverão ser discutidas no âmbito da ação penal.

Investigação

Conforme o Gaeco, embora se apresentasse publicamente como proprietária de um brechó, Rhayne figurava como dona da Editora Avante, empresa utilizada para comercializar livros escolares a prefeituras de Mato Grosso do Sul.

As investigações apontam que a empresa foi constituída poucos meses após a morte do empresário Micherd Jafar Junior, ocorrida em 2021. Ele era proprietário da Gráfica e Editora Alvorada, empresa que já havia sido alvo de investigações em 2015 por suspeitas semelhantes às apuradas na atual Operação Gutenberg.

Ainda segundo os investigadores, apesar de ter sido criada com capital social de R$ 40 mil, a Editora Avante passou a firmar contratos de alto valor com administrações municipais em curto espaço de tempo.

A Operação Gutenberg segue em andamento para apurar a existência de fraudes em licitações, direcionamento de contratos e outros possíveis crimes relacionados à contratação de materiais didáticos por prefeituras sul-mato-grossenses.

- Publicidade -

MAIS LIDAS