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EUA confirmam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; governo Lula promete reação

Redação –

Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. A decisão encerra uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais e prejudiciais a empresas e exportadores norte-americanos.

A nova taxação entra em vigor no próximo dia 22 de julho. Apesar da medida, alguns produtos ficaram de fora da lista, como café, carne bovina, peixe, terras-raras e laranja.

Segundo o USTR, a decisão é resultado de uma investigação que apontou práticas classificadas como “desarrazoadas e discriminatórias”, afetando a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, atribuiu a decisão ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o Brasil não negociou de boa-fé com os EUA e priorizou interesses políticos em vez de um acordo comercial.

Em resposta, o governo brasileiro repudiou a medida, classificou a decisão como unilateral e afirmou que adotará medidas de reciprocidade. Em nota, o Planalto destacou que, segundo dados do próprio governo americano, os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.

O governo brasileiro também afirmou que nunca deixou a mesa de negociações e rebateu as acusações envolvendo o Pix, a regulação das plataformas digitais e o desmatamento, classificando as alegações como infundadas. Além disso, informou que iniciará os procedimentos previstos na Lei da Reciprocidade e levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Nos bastidores, integrantes do governo Lula avaliam que a decisão dos Estados Unidos tem motivação política, apesar de a investigação estar baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A avaliação considera, entre outros fatores, a participação de políticos da oposição brasileira nas discussões realizadas pelo governo americano.

A investigação do USTR questiona pontos como comércio digital, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal e o funcionamento do Pix, que, segundo os EUA, favoreceria o sistema brasileiro de pagamentos em relação a empresas privadas estrangeiras.

Além da tarifa de 25%, o Brasil ainda aguarda a conclusão de outra investigação dos Estados Unidos, que pode resultar em uma taxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. Se confirmadas as duas medidas, alguns setores da indústria nacional poderão enfrentar tarifas de até 37,5%.

Conforme divulgado pelo TopMídiaNews, a nova tarifa entra em vigor na próxima semana e faz parte de uma série de medidas comerciais adotadas pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros.

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